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Brasil Disputa Mercado Espacial e Prevê Lançamento de Foguete

O Brasil está se esforçando para conquistar uma fatia do mercado espacial, que movimenta bilhões de dólares ao redor do mundo e tende a crescer nos próximos anos. Atualmente, há cerca de 20 contratos em negociação entre o governo federal e multinacionais para “alugar” o Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão.

A expectativa é que ao menos um lançamento ocorra ainda neste ano, servindo de chamariz para outros contratantes. A sul-coreana Innospace obteve autorização da Agência Espacial Brasileira (AEB) para realizar um lançamento. A multinacional desenvolve veículos lançadores de pequenos satélites que atendem setores como telecomunicações, meteorologia e defesa.

Vantagens do Centro Espacial de Alcântara

O grande diferencial de Alcântara é a sua localização próxima da Linha do Equador, considerada o “filé mignon” da órbita, onde fica a maioria dos satélites geoestacionários. Nessa latitude, o gasto de combustível para impulsionar o foguete é cerca de 30% menor do que em outras partes do globo.

Outra vantagem é que o tráfego no Maranhão é baixo, sem necessidade de grandes mudanças no fluxo de aviões. A região tem poucos moradores e não tem histórico de desastres climáticos.

  • Localização próxima da Linha do Equador
  • Baixo tráfego aéreo
  • Pouca densidade populacional

Previsões e Expectativas

O Brasil deve atingir a cadência de um lançamento por mês no curto a médio prazo, estima o coordenador de Licenciamento da AEB, Danilo Sakay. A criação da Alada foi um passo importante para o Brasil entrar nesse mercado.

O setor de satélites, foguetes e bases de apoio movimentou US$ 220 bilhões no mundo em 2025, com tendência de chegar a US$ 315 bilhões até 2034, segundo a consultoria Global Market Statistics.

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