Risco Político no Brasil: Uma Análise
O risco político percebido no Brasil atingiu seu menor patamar desde o início da série histórica da AtlasIntel/Bloomberg, iniciada em outubro de 2024. De acordo com a pesquisa divulgada, o Índice de Risco Político caiu de 42 pontos em maio para 35 em junho, indicando uma melhora na percepção sobre a estabilidade institucional do país.
Apesar da redução do indicador geral, a pesquisa mostra que os brasileiros continuam associando os principais riscos para os próximos seis meses a temas ligados à corrupção e à segurança pública. As revelações sobre grandes fraudes ou esquemas de corrupção aparecem isoladamente como a maior preocupação dos entrevistados, seguidas pelo temor de aumento de furtos e assaltos.
O que Mede o Índice de Risco Político?
O Índice de Risco Político desenvolvido pela AtlasIntel busca medir a estabilidade e a previsibilidade do ambiente político de um país. A escala varia de zero a cem pontos, onde quanto menor a pontuação, menor é o risco percebido de instabilidade. O indicador é formado por três dimensões:
- Avalia a estabilidade institucional, considerando a capacidade de funcionamento das instituições públicas, a previsibilidade das decisões políticas e a governabilidade.
- Mede o nível de conflito social, levando em conta protestos, greves, manifestações e outros episódios de tensão entre sociedade e governo.
- Analisar fatores ligados à criminalidade e à corrupção, observando a presença do crime organizado, a ocorrência de práticas ilícitas e a capacidade do Estado de preservar a ordem pública.
A combinação desses fatores permite estimar o grau de incerteza política enfrentado por agentes econômicos, investidores e formuladores de políticas públicas.
Corrupção e Segurança Pública: Principais Preocupações
Embora o índice agregado tenha registrado melhora em junho, os brasileiros continuam apontando episódios de corrupção como o principal fator de preocupação para o futuro próximo. Na sequência, aparece o aumento da criminalidade, especialmente furtos e assaltos, reforçando que a percepção de risco permanece concentrada em temas relacionados à segurança pública e à integridade das instituições.
Os resultados indicam que, para os entrevistados, os desafios mais relevantes dos próximos meses não estão associados a crises institucionais ou conflitos políticos, mas à capacidade do poder público de enfrentar a corrupção e reduzir a violência.
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