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Fundos Imobiliários na Aposentadoria: Qual a Dose Certa?

O investimento em imóveis sempre foi visto como uma forma de garantir uma fonte de renda segura e de longo prazo, tornando-se uma boa estratégia para a aposentadoria. No entanto, os fundos de investimentos imobiliários (FII) surgiram como uma alternativa mais eficiente, oferecendo diversas opções de diversificação com maior liquidez, gestão especializada e possibilidade de aportes menores.

Analistas apontam que, apesar de os fundos imobiliários investirem em ativos reais e serem vistos como mais defensivos dentro da renda variável, eles continuam sendo renda variável. As cotas negociadas em bolsa desses fundos oscilam diariamente e podem passar por períodos prolongados de valorização ou desvalorização, o que exige cuidado principalmente para investidores que dependem da carteira para complementar a renda.

Três Níveis de Exposição

Para determinar a fatia ideal de fundos imobiliários em uma carteira, é importante considerar a necessidade financeira do aposentado. Existem três níveis de exposição:

  • Para aposentados que dependem dos rendimentos da carteira para sustentar seu padrão de vida, uma exposição mais moderada a FII, algo entre 5% e 10%, pode ser mais adequada.
  • Para investidores que já possuem outras fontes de renda, como aposentadoria, aluguel ou previdência, e utilizam os rendimentos dos investimentos apenas para complementar gastos ou objetivos específicos, uma exposição em torno de 15% pode fazer sentido.
  • Para investidores que não dependem da renda gerada pelo patrimônio no curto prazo e possuem maior capacidade de absorver oscilações, a participação dos fundos imobiliários pode chegar a algo próximo de 20% da carteira, desde que dentro de uma estratégia diversificada.

É fundamental dosar bem o risco, escolhendo gestoras de qualidade, avaliando a liquidez dos fundos, diversificando entre fundos de papel e de tijolo, e mantendo uma carteira bem distribuída entre diferentes segmentos.

Além disso, os FII distribuem rendimentos mensais isentos de IR para pessoa física, funcionam como uma renda de aluguel sem as dores de cabeça de ser proprietário direto e têm liquidez muito superior à de imóveis físicos, o que é importante para quem pode precisar acessar o capital com mais agilidade.

Em resumo, não existe um percentual ideal definido para alocação em FII na carteira de um aposentado, mas sim uma fórmula para avaliar como a aplicação se ajusta à realidade de cada um, considerando fatores individuais como o nível de gastos mensais, a existência de renda via INSS e outras fontes de receita complementares.

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