Arrecadação Federal Bate Recorde em Maio de 2026
A arrecadação federal alcançou R$ 266,8 bilhões em maio de 2026, o maior resultado para o mês desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995. Esse desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento das receitas ligadas ao petróleo, pela atividade econômica e por mudanças na tributação adotadas nos últimos anos.
O valor representa uma alta real de 10,69% em relação a maio de 2025, já descontada a inflação. No acumulado de janeiro a maio, a União arrecadou R$ 1,32 trilhão, também um recorde para o período. Esses números são resultado de uma combinação de fatores, incluindo a valorização do petróleo no mercado internacional e o desempenho de outros tributos.
Principais Números da Arrecadação
- R$ 266,8 bilhões arrecadados em maio;
- 10,69% de crescimento real frente a maio de 2025;
- R$ 1,32 trilhão acumulado de janeiro a maio;
- 6,42% de alta real no acumulado do ano;
- R$ 50,6 bilhões arrecadados com petróleo e gás no ano;
- R$ 41,8 bilhões em Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no acumulado do ano;
- R$ 36,7 bilhões em Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) em maio.
Segundo a Receita Federal, a valorização do petróleo no mercado internacional teve um impacto direto sobre as contas públicas. A alta dos preços da commodity, associada ao cenário de tensão no Oriente Médio, elevou receitas com royalties, exploração e tributação sobre exportações. Além disso, o desempenho de outros tributos, como o IOF, IRPJ e CSLL, também contribuiu para o aumento da arrecadação.
O Banco Central prevê um crescimento de 2% para o PIB em 2026, o que pode influenciar positivamente a arrecadação federal. As mudanças tributárias adotadas nos últimos anos, como alterações na tributação de fundos exclusivos e redução de incentivos fiscais estaduais, também refletem no resultado.
O aumento das receitas ocorre em meio ao esforço do governo para cumprir a meta fiscal de 2026, que prevê superávit primário de cerca de R$ 34,3 bilhões. A legislação permite uma margem de tolerância e o governo pode retirar determinadas despesas do cálculo oficial, o que pode influenciar o cumprimento da meta.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link