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Dividendos de quase 9%: veja os FIIs que mais pagaram rendimentos no semestre

Dividendos de quase 9%: veja os FIIs que mais pagaram rendimentos no semestre

O FII Ourinvest JPP (OUJP11) vai fechar o primeiro semestre de 2026 como o fundo imobiliário que mais pagou dividendos no período. A carteira, focada em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), acumula um dividend yield (taxa de retorno com dividendos) de 8,85% nos seis primeiros meses do ano.

Os números fazem parte de levantamento do InfoMoney com dados da Economatica, plataforma de informações financeiras. O estudo considerou apenas os FIIs que fazem parte do Ifix, índice dos fundos imobiliários com maior liquidez na Bolsa, e excluiu carteiras com desempenho negativo nos últimos 12 meses.

Dos 107 fundos analisados, 63 encerram o semestre com dividend yield acima de 6%, o que representaria, em média, uma taxa mensal de retorno de 1%.

Além do OUJP11, outros dois fundos fecham a primeira metade de 2026 com dividend yield acima de 8%: Riza Arctium (RZAT11) e Kilima Volkano (KIVO11). Veja o top 10 do semestre:

  • OUJP11 – Recebíveis – 8,85%
  • RZAT11 – Logístico/Comercial – 8,70%
  • KIVO11 – Recebíveis – 8,43%
  • RZAK11 – Recebíveis – 7,88%
  • VGIR11 – Recebíveis – 7,63%
  • HABT11 – Recebíveis – 7,55%
  • PORD11 – Recebíveis – 7,41%
  • VRTM11 – Multiestratégia – 7,40%
  • IRIM11 – Recebíveis – 7,32%
  • MANA11 – Multiestratégia – 7,32%

O investidor que alocou R$ 100 mil no FII OUJP11 no fim do ano passado adquiriu 1.256 cotas do fundo, considerando a cotação do dia 24 de dezembro de 2025. Caso não tivesse reinvestido os dividendos recebidos no período, ele teria obtido 8,73% em rendimentos e um patrimônio de R$ 110.804,32, totalizando um retorno de 10,84% no primeiro semestre de 2026.

Para quem reinvestiu os rendimentos, o retorno total aumenta para 19,91%. Nesse recorte, o investimento inicial gerou um retorno com dividendos de 9,02%, e o patrimônio do investidor estaria em R$ 119.863,20.

Os fundos imobiliários devem enfrentar um segundo semestre marcado por maior cautela, embora os fundamentos operacionais da indústria continuem resilientes. A avaliação é de Marx Gonçalves, head de Fundos Listados da XP Research, que aponta um ambiente mais volátil à medida que o mercado se aproxima do período eleitoral e segue monitorando os desdobramentos da inflação e dos conflitos geopolíticos.

Nesse contexto, os fundos de papel despontam como a classe mais interessante dentro do universo dos FIIs. A XP prefere fundos com risco de crédito baixo ou moderado, evitando operações consideradas high yield.

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