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Tensões aumentam na Bolívia após La Paz declarar estado de emergência

Tensões aumentam na Bolívia após La Paz declarar estado de emergência

As tensões aumentaram em algumas regiões da Bolívia após o presidente Rodrigo Paz declarar estado de emergência em meio a protestos que paralisaram a economia nos últimos 50 dias e deixaram pelo menos 14 mortos. A medida visa remover os bloqueios nas estradas e garantir o fluxo de bens essenciais.

Os bloqueios, liderados por grupos de manifestantes aliados ao ex-presidente de esquerda Evo Morales, afetaram particularmente a capital administrativa da Bolívia, La Paz, e a cidade vizinha de El Alto. As estradas bloqueadas interromperam o abastecimento de alimentos, combustível e medicamentos em muitas áreas.

Em resposta, o governo enviou veículos e caminhões para remover os bloqueios, e muitos moradores apoiaram a medida. “Sofremos muito e queremos que tudo isso seja resolvido. É bom; todos nós, vizinhos, estamos de acordo”, disse Elvira de Mamani, de 65 anos.

No entanto, alguns grupos de manifestantes continuam a protestar, gritando palavras de apoio aos protestos. “Temos o direito de lutar por nosso sustento, por nossa comida… Vamos lutar por nossos filhos, para que nada seja privatizado!”, disse Fortunata Perez, entre lágrimas.

O estado de emergência foi apoiado por tanto aliados do governo quanto políticos da oposição. O Congresso abriu caminho para a declaração em maio, quando revogou uma lei que impunha limites ao uso de decretos de emergência pelo Poder Executivo.

Algumas pessoas alertaram que o estado de emergência poderia aumentar as tensões, enquanto analistas e especialistas jurídicos afirmaram que os poderes de emergência poderiam agravar a agitação se não contassem com apoio público e não conseguissem resolver as causas subjacentes aos protestos.

O governo afirmou que a medida é necessária para pôr fim à crise. “Este não é um estado de emergência para restringir a vida das pessoas… É um estado de emergência para devolver a liberdade ao povo, para libertar a Bolívia daqueles que usam o conflito político para bloquear estradas e prejudicar a população”, disse Paz.

As seguintes são algumas das principais consequências do estado de emergência:

  • Remoção dos bloqueios nas estradas
  • Garantia do fluxo de bens essenciais
  • Poderes de emergência para o governo
  • Potencial aumento das tensões
  • Necessidade de apoio público para resolver as causas subjacentes aos protestos

O presidente deve notificar o Congresso sobre o estado de emergência dentro de 24 horas após a emissão do decreto. O Congresso tem então até 72 horas para aprovar ou rejeitar a medida.

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