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Lipedema e climatério: por que o quadro pode piorar nessa fase, segundo especialistas

Lipedema e Climatério: Entendendo a Relação

À medida que as mulheres envelhecem, é comum experimentar mudanças no corpo que podem ser confusas e desconfortáveis. Uma dessas mudanças é o aumento do volume nas pernas, que pode ser acompanhado de dor, sensação de peso e dificuldade de mobilidade. Embora muitas mulheres atribuam esses sintomas ao ganho de peso, na verdade, eles podem ser um sinal de uma condição conhecida como lipedema.

O lipedema é uma doença crônica que afeta o tecido adiposo, causando inflamação, mudanças no tecido conjuntivo e comprometimento da circulação linfática. Embora seja mais comum em mulheres, o lipedema pode afetar qualquer pessoa, independentemente do sexo ou da idade. No entanto, é durante o climatério que os sintomas do lipedema podem piorar devido às mudanças hormonais que ocorrem nessa fase da vida.

Por que o Lipedema Piora durante o Climatério?

A menopausa é um período de grandes mudanças hormonais, especialmente a redução do estrogênio. Essa mudança pode afetar a distribuição da gordura corporal, levando a uma redistribuição da gordura para áreas como as pernas. Além disso, a perda de massa muscular e o estado inflamatório crônico de baixa intensidade que ocorrem durante a menopausa também podem contribuir para a piora dos sintomas do lipedema.

De acordo com especialistas, o lipedema é uma condição que pode permanecer silenciosa durante muitos anos, mas se tornar mais evidente durante o climatério devido às mudanças hormonais. Pesquisas recentes reforçam a relação entre hormônios e lipedema, sugerindo que as oscilações hormonais desempenham um papel central no desenvolvimento e na progressão da doença.

Tratamento e Prevenção

O tratamento do lipedema combina uma abordagem multifacetada, incluindo:

  • Alimentação com perfil anti-inflamatório
  • Exercícios físicos, especialmente musculação e atividades que estimulam a circulação e o sistema linfático
  • Controle do sono e manejo do estresse
  • Uso de terapias compressivas quando indicadas
  • Acompanhamento ginecológico e, em casos selecionados, cirurgia para retirada do tecido comprometido

É fundamental que as mulheres busquem avaliação clínica especializada para obter um diagnóstico correto e iniciar o tratamento adequado. Com a ajuda da medicina atual, é possível reduzir a dor, controlar a progressão da doença e recuperar a qualidade de vida.

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