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Indústria prevê alta de 16% no frete e critica endurecimento da tabela mínima

Indústria Prevé Alta de 16% no Frete e Critica Endurecimento da Tabela Mínima

A política de pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas, criada após a greve dos caminhoneiros de 2018, continua gerando divergências entre a indústria e os transportadores. A indústria argumenta que o tabelamento do frete eleva os custos de transporte em média em 16,4% e pode gerar novos impactos se as mudanças previstas na Medida Provisória 1.343/2026 forem mantidas.

De acordo com um levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 94% das empresas que contratam transporte rodoviário identificam efeitos negativos da política sobre seus custos logísticos. Além disso, 64% delas consideram o impacto como alto ou muito alto.

Principais Pontos de Discussão

  • A indústria argumenta que o tabelamento do frete interfere na livre negociação entre contratantes e transportadores, reduz a eficiência econômica e acaba sendo repassado ao longo da cadeia produtiva.
  • Os defensores da política argumentam que a tabela mínima de frete trouxe previsibilidade de renda aos caminhoneiros autônomos e ajudou a evitar a deterioração das margens do setor em momentos de excesso de oferta de transporte.
  • A pesquisa da CNI mostrou que oito em cada dez empresas consideram que a metodologia utilizada pela ANTT para calcular os pisos mínimos está parcialmente ou totalmente desconectada da realidade operacional do transporte rodoviário brasileiro.

A discussão sobre o frete também envolve a questão de quem absorve os custos. A indústria argumenta que o aumento do frete tende a ser repassado aos preços dos produtos, pressionando consumidores e reduzindo a competitividade das empresas brasileiras. Já os representantes dos transportadores argumentam que o piso mínimo não cria custos artificiais, mas apenas evita a contratação de fretes abaixo do valor necessário para cobrir despesas operacionais dos caminhoneiros.

A controvérsia continua aberta e deverá ganhar novos capítulos no Congresso e no Supremo Tribunal Federal. A própria constitucionalidade da política de pisos mínimos segue sendo discutida na Ação Direta de Inconstitucionalidade 5.964, proposta pela CNI.

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