XP Aponta “Cabo de Guerra” e Elege Bolsas Fora dos EUA para Ganhar no 2º Semestre
A XP identificou uma disputa entre a instabilidade geopolítica e os resultados corporativos impulsionados por inteligência artificial como o fator que vai ditar o ritmo dos mercados globais no segundo semestre de 2026. Essa disputa é chamada de “cabo de guerra” e reflete a volatilidade nos mercados globais, que em alguns momentos refletiu os efeitos da instabilidade geopolítica e em outros pesou o impacto positivo dos ganhos relacionados à inteligência artificial.
No acumulado do ano, os mercados globais avançam de forma desigual. O índice ACWI sobe 12,1%, enquanto o S&P 500 registra alta de 10,9%. Os mercados emergentes lideram com folga, com o EEM em alta de 25,4%, impulsionados pelo aumento de fluxos de capital após o início do conflito no Oriente Médio.
Para o segundo semestre, a XP elenca três fatores macro que devem permanecer no radar dos investidores. O primeiro é a estreia de Kevin Warsh no comando do Federal Reserve, com a XP esperando mudanças na comunicação do banco central e maior divergência entre os membros do comitê.
- O segundo fator é o padrão “K” de consumo nos EUA, com comportamentos divergentes entre faixas de renda que podem pressionar o consumo cíclico, o crédito e as contas fiscais em ano de eleições de meio de mandato.
- O terceiro fator é o efeito riqueza gerado pelas bolsas, os gastos contínuos com IA como suporte ao PIB e o impulso esperado da Copa do Mundo de futebol.
A XP não vê catalisadores suficientes para uma posição mais positiva nos Estados Unidos, devido às incertezas sobre a política econômica do governo, a troca de comando no Fed e a saúde financeira do consumidor de baixa renda em ano eleitoral. Em vez disso, a China e os mercados emergentes são vistas como oportunidades de investimento, com crescimento sólido, inflação controlada e valuations atrativos.
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