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Como Chernobyl se tornou um santuário de animais, segundo estudo

Chernobyl: Um Santuário de Animais

Passados 40 anos desde o desastre nuclear de 1986, a região de Chernobyl, na Ucrânia, tem se tornado um santuário inesperado para a vida selvagem. Um estudo recente publicado na revista Proceedings of the Royal Society revelou que a Zona de Exclusão de Chernobyl (CEZ) abriga uma diversidade de espécies silvestres surpreendentemente alta, incluindo cavalos-de-przewalski, linces, alces, cervos-vermelhos, cães-guaxinins e ursos-pardos.

A equipe de pesquisadores instalou armadilhas fotográficas em uma área de 60 mil quilômetros quadrados no norte da Ucrânia, incluindo a CEZ, reservas naturais próximas e zonas sem proteção oficial. Os resultados mostraram que a CEZ tem mais vida do que as reservas naturais, com 19.832 detecções de 13 espécies silvestres diferentes.

Por que a vida selvagem voltou a Chernobyl?

A explicação é simples: a falta de interferências humanas desde 1986 permitiu que a fauna se adaptasse à região. A ausência de atividades humanas, como caça e agricultura, criou um ambiente propício para o desenvolvimento da vida selvagem. Além disso, os animais parecem estar se adaptando ao ambiente hostil, com alguns desenvolvendo mutações protetoras contra a radiação.

  • Cavalos-de-przewalski: mais de mil registros foram feitos, mostrando que esses animais, considerados extintos na natureza desde a década de 1990, estão prosperando novamente.
  • Lobos-cinzentos: um projeto de pesquisa realizado em 2024 indicou que esses animais apresentam sistemas imunológicos semelhantes aos de pacientes humanos submetidos à radioterapia, e podem ter desenvolvido mutações protetoras.
  • Outras espécies: a região abriga uma diversidade de espécies silvestres, incluindo linces, alces, cervos-vermelhos, cães-guaxinins e ursos-pardos.

Os pesquisadores destacam a importância de continuar o monitoramento das áreas de vida selvagem a longo prazo, mesmo que as condições se tornem difíceis ou perigosas. Isso é fundamental para uma gestão eficaz da fauna e flora e para a sobrevivência a longo prazo de espécies raras.

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