CNI vê risco para exportações com tarifa de 25% dos EUA
A proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros acendeu um sinal de alerta na indústria nacional. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que acompanha com preocupação a iniciativa apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
A entidade defendeu o fortalecimento do diálogo entre os dois países para evitar prejuízos econômicos. Segundo a CNI, a eventual adoção da medida pode afetar cadeias produtivas integradas entre Brasil e Estados Unidos e comprometer uma relação comercial construída ao longo de décadas.
Relação comercial
A CNI avalia que a parceria econômica entre os dois países é estratégica e beneficia empresas e consumidores dos dois lados. A entidade considera que a imposição de novas barreiras tarifárias tende a gerar impactos negativos não apenas para a indústria brasileira, mas também para o mercado norte-americano.
Algumas das principais áreas afetadas incluem:
- Produtos de metal
- Madeira
- Celulose e papel
- Veículos automotores
Esses setores já apresentaram reduções nos embarques para o mercado norte-americano, com quedas de 31,6%, 20%, 19,9% e 17,6%, respectivamente.
Próximos passos
A discussão sobre a medida deve avançar nas próximas semanas. O USTR agendou para 6 de julho uma audiência pública para debater a proposta e receber contribuições de empresas, entidades e governos interessados.
A CNI considera que a consulta pública representa uma oportunidade para que o Brasil apresente informações técnicas e argumentos em defesa da manutenção do fluxo comercial entre os dois países.
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