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Juros em 14% freiam investimentos e antecipam tensão fiscal pré-eleitoral, aponta MAG

Impacto dos Juros Altos na Economia Brasileira

A manutenção dos juros em 14% no Brasil pode ter um impacto significativo na economia do país, freando investimentos e antecipando tensão fiscal pré-eleitoral, de acordo com a MAG Investimentos. A taxa de juros alta é considerada uma “infelicidade” para o país, pois desencoraja investimentos e afeta tanto o capital nacional quanto o estrangeiro.

Como consequência, a renda variável tem registrado um movimento forte de saída, puxado principalmente pelos investidores institucionais. O fluxo estrangeiro, que inicialmente viu o Brasil como um “queridinho” após avaliações do Fundo Monetário Internacional (FMI), agora retira recursos. Isso pode ser atribuído à falta de confiança dos investidores na capacidade do banco central de controlar a inflação e manter a estabilidade econômica.

Resiliência no Consumo e Alertas

A economia brasileira não dá sinais de retração imediata, apesar do custo do crédito elevado. A MAG Investimentos não prevê uma desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB), projetando um crescimento próximo de 2% neste ano. No entanto, o motor dessa resiliência é o consumo das famílias, um modelo que, segundo a gestora, “em algum momento se esgota”.

Além disso, injeções de liquidez promovidas pelo governo, como o programa Desenrola, o pagamento de precatórios e a isenção de imposto de renda para salários de até R$ 5 mil, não estão sendo convertidas em poupança, e acabam virando demanda, pressionando a inflação. A projeção da MAG é que o IPCA feche o ano em 5%.

Incerteza Fiscal e Eleições

Para a MAG, este cenário faz com que o Banco Central não consiga reduzir os juros de forma sustentável atuando sozinho e, por isso, o debate sobre agenda fiscal vai entrar na lupa do mercado nestas eleições. A experiência empírica mostra que a manutenção da Selic em níveis elevados não funciona plenamente sem o auxílio do Executivo.

Os principais pontos a serem considerados incluem:

  • A necessidade de ajuste fiscal para reduzir a dívida pública e equilibrar as contas públicas.
  • A importância de uma política fiscal responsável para atrair investimentos estrangeiros.
  • A possibilidade de uma disputa equilibrada entre os candidatos nas eleições, o que pode aumentar a volatilidade do mercado.

Independentemente do eleito, a necessidade de ajuste fiscal é urgente. “Qualquer um que seja eleito terá que ajustar o fiscal”, crava o diretor da MAG Investimentos. Quando a questão fiscal for tratada de maneira mais rígida, os agentes de mercado precificarão uma curva de juros menor e a economia corrente resfriará, facilitando o trabalho da autoridade monetária.

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