Prévia da Inflação de Maio: Análise e Impactos
A prévia da inflação (IPCA-15) de maio apresentou um aumento de 0,62%, pressionada principalmente pelo grupo de alimentação e bebidas, que subiu 1,38%. Embora o alívio nos preços dos combustíveis tenha desacelerado a alta da inflação, o dado aponta para riscos estruturais de pressão na inflação, ultrapassando o teto da meta em 12 meses, com 4,64%, de acordo com o IBGE.
Os especialistas analisam que a desaceleração não refletiu uma queda de preços estruturada em todos os setores, mantendo o alerta para um menor espaço para o corte de juros pelo banco central. O resultado mostrou um núcleo de inflação persistente, com serviços e bens industrializados subjacentes permanecendo pressionados.
- Alimentação e bebidas: 1,38% de aumento, puxado por alimentação no domicílio, que subiu 1,73%.
- Serviços: média móvel trimestral aponta aumento de 6,15%, excluindo itens voláteis e captando a tendência de pressão sobre os preços.
- Bens industrializados: preços subiram 0,31% na comparação mensal, abaixo das expectativas, mas com deterioração qualitativa na composição dos preços.
As instituições financeiras projetam inflação para 2026 variando de 4,7% a 5,3%, com o Itaú prevendo 5,2% e a XP, 5,3%. Com isso, o espaço para cortes de juros diminui, e as instituições veem a necessidade de juros restritivos por mais tempo.
O resultado do IPCA-15 consolida a leitura de juros altos por mais tempo e custo de capital mais pesado para as empresas no segundo semestre. A XP estima que o Comitê de Política Monetária (Copom) realizará três cortes de 25 pontos base, encerrando o ciclo com a Selic a 13,75%.
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