Professores da USP Entram em Greve em Apoio aos Estudantes e por Valorização Salarial
Os professores da Universidade de São Paulo (USP) decidiram entrar em greve em apoio aos estudantes, que estão paralisados desde o mês passado. A decisão foi tomada durante uma Assembleia Geral convocada pela Adusp, a Associação de Docentes da Universidade de São Paulo.
Os docentes estão em campanha salarial e pedem reajuste nos vencimentos. No entanto, entre as pautas, está também a retomada das negociações da reitoria com os alunos, incluindo um avanço na proposta do reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Papfe) e a não criminalização do movimento estudantil.
Demanda Estudantil
Os estudantes aprovaram a paralisação em 14 de abril, liderados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE). A principal demanda é o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Papfe), que atualmente oferece benefícios que vão de R$ 335 para estudantes residentes em moradia estudantil a R$ 885 para auxílio integral.
A USP propôs um reajuste baseado no índice IPC-FIPE, que passaria para R$ 912 mensais, enquanto o auxílio parcial para estudantes com moradia subiria para R$ 340. No entanto, a proposta é considerada insuficiente pelos estudantes, que defendem um reajuste para R$ 1.804, valor equivalente ao salário mínimo paulista.
Pautas dos Professores
Os professores contestam o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), que determina o reajuste salarial de 3,47%, que corresponde à inflação dos últimos doze meses medida pelo IPC-Fipe. A Adusp apresentou uma contraproposta: reajuste pelo IPCA, medido pelo IBGE, que atingiu 4,39% nos últimos doze meses, mais 3%, primeiro passo de um processo de recuperação das perdas salariais.
- Reajuste salarial de 3,47% proposto pelo Cruesp
- Contraproposta da Adusp: reajuste pelo IPCA, medido pelo IBGE, mais 3%
- Retomada das negociações da reitoria com os alunos
- Não criminalização do movimento estudantil
A greve dos professores e estudantes da USP segue em curso, com as partes envolvidas buscando uma solução para as demandas apresentadas.
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