Galípolo: Problema do Master Não Era Passivo, mas o que se Fazia com FGC
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reafirmou recentemente que o problema do Banco Master não estava no passivo da instituição, mas sim no que se fazia com o dinheiro captado com garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Para evitar que instituições possam adotar o modelo praticado pelo Master, foram criadas mudanças nas regras do FGC.
Galípolo enumerou as mudanças feitas, destacando a criação de um índice de liquidez como a alteração mais dura feita nas regras do fundo. Ele explicou que os ativos elegíveis para serem colaterais do passivo precisam ser ativos de um banco de varejo, como crédito imobiliário, crédito agro ou títulos de valor imobiliário com liquidez.
Mudanças no FGC
- Aumento da contribuição para quem passa de um porcentual do seu passivo que tem garantia do FGC;
- Criação de um índice de liquidez para limitar os ativos que podem ser utilizados como colaterais;
- Restrições para evitar que instituições possam adotar o modelo praticado pelo Master.
Galípolo também mencionou que o Banco Central liquidou 13 instituições desde 2025 e está com dificuldade em encontrar novos liquidantes. Ele defendeu que a governança é a única maneira que o órgão tem de se vacinar para casos como o do Banco Master.
O presidente do Banco Central enfatizou que a questão envolvendo os dois ex-funcionários da instituição foi uma das mais graves da história da autarquia e que o afastamento deles foi um dos fatos mais graves que já aconteceu na história do Banco Central.
Galípolo ressaltou que a defasagem no quadro de servidores da autarquia é uma dificuldade para implementar mudanças na governança e que a automatização de processos é uma das soluções para evitar situações em que uma pessoa tome decisões equivocadas.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link