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Fazenda eleva para 4,5% estimativa de inflação com guerra e petróleo

Revisão da Estimativa de Inflação

O Ministério da Fazenda elevou a projeção de inflação para este ano de 3,7% para 4,5%, refletindo os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços internacionais do petróleo. Essa revisão consta no Boletim Macrofiscal, divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE), e coloca a estimativa oficial no limite máximo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A principal pressão veio da disparada do petróleo no mercado internacional, que ultrapassou os US$ 110 por barril em meio às tensões no Golfo Pérsico. No entanto, o governo afirmou que parte desse impacto deverá ser amenizada pela valorização do real e por medidas adotadas para reduzir o repasse dos combustíveis ao consumidor.

Estimativa de Crescimento Econômico

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 2,3% neste ano e em 2,6% para 2027. A equipe econômica projeta que o ritmo da atividade deverá desacelerar nos próximos trimestres em razão dos efeitos da política monetária restritiva, mas com retomada gradual no fim do ano.

As estimativas do governo seguem mais otimistas do que as do mercado financeiro. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo banco central, os analistas projetam inflação de 4,92% neste ano e crescimento econômico de 1,85%.

Impacto sobre a Arrecadação

A alta do petróleo também deverá reforçar as receitas do governo federal. De acordo com cálculos da Secretaria de Política Econômica, o choque nos preços da commodity pode elevar a arrecadação em cerca de R$ 8,5 bilhões por mês.

Os principais pontos da revisão da estimativa de inflação incluem:

  • Revisão da estimativa de inflação para 4,5% neste ano;
  • Mantenção da estimativa de crescimento econômico em 2,3% neste ano e 2,6% em 2027;
  • Impacto da guerra no Oriente Médio sobre os preços internacionais do petróleo;
  • Amenização do impacto pela valorização do real e medidas adotadas para reduzir o repasse dos combustíveis ao consumidor;
  • Reforço das receitas do governo federal devido à alta do petróleo.

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