Funcionário do Louvre é Indiciado por Fraude Milionária
Um funcionário do Louvre foi indiciado e detido por suspeita de participação em um esquema de fraude que lesou o museu parisiense em mais de 10 milhões de euros ao longo de aproximadamente uma década. As acusações incluem fraude em organização criminosa, uso de documentos falsos, corrupção ativa e lavagem de dinheiro agravada, entre outras.
O esquema havia sido desarticulado em fevereiro, quando nove pessoas foram presas, entre elas dois funcionários do museu, guias turísticos e o suposto líder da operação. Na ocasião, as autoridades apreenderam mais de 957 mil euros em espécie, 67 mil em moeda estrangeira, 486 mil em contas bancárias, três veículos e diversos cofres.
Modus Operandi do Esquema
O golpe consistia na venda de ingressos falsificados e no overbooking sistemático de visitas guiadas, chegando a fraudar o museu em até 20 grupos por dia. As suspeitas surgiram em dezembro de 2024, quando o Louvre alertou as autoridades de imigração francesas sobre guias chineses que reutilizavam os mesmos ingressos para grupos de turistas.
Outros guias teriam adotado o mesmo método em seguida. Parte do dinheiro obtido ilegalmente teria sido investida em imóveis na França e em Dubai.
Resposta do Louvre
Em nota, o administrador-geral do Louvre, Kim Pham, afirmou que a instituição tem adotado “uma política ativa de combate a todos os tipos de fraude”, que, segundo ele, são “sempre mais inventivos e numerosos”.
Além do funcionário detido, outros seis suspeitos também foram indiciados pelos mesmos crimes, mas liberados. Dois deles respondem ainda por cumplicidade em fraude organizada e corrupção passiva.
- Fraude em organização criminosa
- Uso de documentos falsos
- Corrupção ativa
- Lavagem de dinheiro agravada
O caso destaca a importância da vigilância e do combate à fraude em instituições culturais e turísticas.
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