Banco do Brasil: é hora de comprar ou fugir de vez da ação após balanço “feio”?
O balanço do primeiro trimestre do Banco do Brasil trouxe números que confirmaram os temores do mercado. Com o lucro líquido ajustado amargando uma queda de 53% em relação ao mesmo período do ano passado, fechando em R$ 3,4 bilhões, a estatal lida com os reflexos da alta inadimplência, especialmente no agronegócio.
A grande vilã segue sendo a inadimplência. O resultado não é bom, de acordo com especialistas, que apontam que a inadimplência cresceu em várias pontas e a judicialização do banco em relação aos seus devedores dobrou. Além disso, o custo do crédito subiu mais de 85% na comparação anual, chegando a R$ 18,9 bilhões num único trimestre.
No entanto, há quem veja uma luz no fim do túnel. Alguns analistas apontam que é possível ver os primeiros sinais de vida no resultado do Banco do Brasil, na qualidade da carteira. Quedas na inadimplência de 30 e 90 dias, além da redução de novos atrasos, são alguns dos sinais positivos.
Mas a revisão do guidance (projeção) de lucro para 2026 também trouxe más notícias. O banco revisou para baixo seu guidance, passando de uma faixa de R$ 22 bi a R$ 26 bi para R$ 18 bi a R$ 22 bi. Isso afeta diretamente a tese de investimento no Banco do Brasil, que nunca foi uma ação que se comprava por momentum, mas por previsibilidade de lucro e dividendos consistentes.
Os especialistas recomendam não comprar ações do banco agora e aguardar sinais mais claros de recuperação. A recomendação é baseada na tendência negativa de resultados nos últimos trimestres e números que ainda devem continuar pressionados por mais algum tempo.
Alguns analistas preferem a consistência e previsibilidade do Itaú agora. Outros alertam que o ganho com dividendos não compensa o risco de perda no valor da ação. A antiga tese de altos dividendos do BB não existe mais, pelo menos não neste ciclo.
Para investir no Banco do Brasil, é necessário assumir uma tese de valor, acreditando na recuperação do agro e do banco a longo prazo. Essa tese exige horizonte longo, tolerância à volatilidade e aceitação de que o processo pode ser mais demorado do que o esperado.
Os investidores devem considerar os seguintes pontos:
- A inadimplência é um problema central que afeta o desempenho do Banco do Brasil.
- A revisão do guidance de lucro para 2026 é um sinal importante de que a deterioração da carteira agro é mais intensa e prolongada do que o esperado.
- A tese de investimento no Banco do Brasil deve ser baseada em uma visão de longo prazo e tolerância à volatilidade.
Em resumo, o balanço do Banco do Brasil foi “feio” e a revisão do guidance de lucro para 2026 trouxe más notícias. Os especialistas recomendam não comprar ações do banco agora e aguardar sinais mais claros de recuperação. A tese de investimento no Banco do Brasil deve ser baseada em uma visão de longo prazo e tolerância à volatilidade.
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