Dividendo do FII VILG11: Qual pode ser o impacto com a crise da dona da Tok&Stok?
O fundo imobiliário VILG11 (Vinci Logistica) informou ao mercado que acompanha o pedido de recuperação judicial do Grupo Toky, controlador das marcas Tok&Stok e Mobly. No entanto, destacou que a exposição atual do inquilino representa apenas 4,5% da receita imobiliária do portfólio.
O comunicado foi divulgado após as ações do TOKY3 registrarem forte queda na bolsa, em reação ao anúncio do pedido de recuperação judicial da companhia, que possui dívida superior a R$ 1 bilhão. Segundo a empresa, o pedido foi motivado pelo ambiente macroeconômico enfrentado pelo varejo de móveis e decoração, marcado por juros elevados, desaceleração do consumo e maior endividamento das famílias brasileiras.
A Vinci destacou que, até o momento, não houve descumprimento de obrigações locatícias por parte da companhia e que também não foram iniciadas tratativas formais relacionadas ao processo de recuperação judicial. Além disso, o contrato conta com garantia de seguro-fiança equivalente a 12 meses de aluguel, mecanismo que pode ser acionado em caso de inadimplência.
Entre as principais informações sobre o caso, podemos destacar:
- A exposição do fundo ao Grupo Toky foi reduzida de 15% para 4,5% da receita imobiliária do portfólio após um processo de reposicionamento comercial do ativo logístico.
- O Extrema Business Park passou a operar como condomínio logístico multiusuário, com a entrada de novos locatários, como Supera Farma, DSV, Sierra Log e DHL.
- A gestora afirmou que eventual inadimplência da companhia não alteraria o guidance de distribuição de rendimentos do fundo para o primeiro semestre de 2026, estimado entre R$ 0,80 e R$ 0,87 por cota.
Em resumo, o impacto da crise da dona da Tok&Stok no dividendo do FII VILG11 parece ser limitado, graças à redução da exposição ao Grupo Toky e à diversificação de receitas do fundo. No entanto, é importante continuar monitorando a situação para entender como ela pode afetar o desempenho do fundo no futuro.
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