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Usiminas: JPMorgan vê mercado de aço mais protegido e eleva USIM5; ação sobe

Usiminas: JPMorgan Eleva Recomendação e Preço-Alvo

O JPMorgan elevou a recomendação para as ações da Usiminas (USIM5) de neutro para overweight, aumentando o preço-alvo de R$ 5,50 para R$ 11,50 por ação. Isso ocorre devido a uma inflexão positiva nos lucros diante de um mercado brasileiro de aço mais protegido e dos primeiros sinais de recuperação dos preços domésticos.

Segundo o banco, medidas antidumping e o aumento das tarifas de importação já começam a reduzir a entrada de aço estrangeiro no país. Além disso, a expectativa é de que uma decisão antidumping para bobinas a quente (HRC) seja aprovada até julho, o que deve ampliar a proteção para o portfólio da Usiminas.

Reajustes de Preços e Projeções

A Usiminas já implementou reajustes de preços de cerca de 4,3% no primeiro trimestre de 2026 e novos aumentos médios de aproximadamente 3% em abril nos principais canais de venda. O JPMorgan destaca que esse movimento representa apenas o início de um ciclo de recomposição de preços.

Com a revisão das projeções, o JPMorgan estima que a Usiminas negocie a 4,3 vezes o valor da firma sobre Ebitda (EV/Ebitda) projetado para 2026 e 3,4 vezes para 2027. Além disso, o banco também vê geração de caixa livre (FCF) atrativa, com yields de aproximadamente 15% em 2026 e 13,5% em 2027.

Benefício Tributário e Alavancagem Operacional

O JPMorgan também introduz uma tese adicional de valorização ligada a uma recente mudança de interpretação tributária no Brasil envolvendo juros sobre capital próprio (JCP). Segundo os cálculos do JPMorgan, a Usiminas poderia ter um benefício potencial de cerca de R$ 1,3 bilhão em um cenário conservador.

Além disso, a instituição ressaltou a elevada alavancagem operacional da companhia, argumentando que pequenas melhorias em preços e custos podem gerar impacto relevante nos resultados. A projeção é que o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) alcance R$ 3,1 bilhões em 2026 e R$ 3,7 bilhões em 2027.

As principais razões para a elevação da recomendação incluem:

  • Inflexão positiva nos lucros diante de um mercado brasileiro de aço mais protegido
  • Reajustes de preços e projeções de crescimento
  • Benefício tributário potencial e alavancagem operacional

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