Operação contra Ciro Nogueira e a Reaproximação de Lula com Alcolumbre
A operação da Polícia Federal (PF) que teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI) trouxe novos desafios para a reaproximação entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A investigação, que faz parte da Operação Compliance Zero, foi autorizada pelo ministro André Mendonça e apontou Ciro Nogueira como possível “destinatário central” de vantagens indevidas pagas por pessoas ligadas ao Banco Master.
Nos dias que antecederam a operação, o Planalto vinha tentando reduzir a animosidade com Alcolumbre, escalando os ministros José Múcio e José Guimarães como “bombeiros” para reabrir o diálogo com o comando da Casa e viabilizar um encontro entre o senador e Lula. No entanto, a deflagração do mandado de busca e apreensão contra Ciro Nogueira, aliado de primeira hora do presidente da Casa, fez a tensão voltar a subir em Brasília.
Reações e Consequências
Segundo interlocutores próximos ao senador, Alcolumbre conversou ao longo do dia com parlamentares sobre o caso, mas evitou contato com integrantes do governo. Aliados do presidente do Senado afirmam que o timing da operação “não passou despercebido” e dificultou qualquer sinal de distensão no curto prazo.
- A operação foi interpretada como uma resposta ao Senado, após a derrota de Jorge Messias no Supremo Tribunal Federal (STF).
- A ação da PF atingiu diretamente um dos principais aliados de Alcolumbre, o que pode levar a uma postura mais dura na condução da pauta da Casa.
- A expectativa é que Alcolumbre passe a adotar uma postura mais dura na condução da pauta da Casa, como forma de sinalizar força institucional após o episódio.
A avaliação entre aliados é que Alcolumbre deve manter distância do Planalto no curto prazo, adiando qualquer gesto de reaproximação e condicionando a retomada do diálogo a um ambiente político menos tensionado.
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