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Mercado subestima força do real, que pode ser ‘âncora’ contra a inflação, diz Kinea

Força do Real e Inflação: Análise da Economista da Kinea

A economista Daniela Lima, da Kinea, destaca que o mercado está subestimando a força da moeda brasileira, que pode ser um fator importante na luta contra a inflação. Segundo ela, as projeções atuais do mercado focam muito nos choques externos, mas não consideram o impacto positivo do câmbio.

A moeda brasileira tem grande resiliência no cenário atual devido à exportação líquida de petróleo e à taxa de juros elevada em comparação com os pares globais. Isso torna o país um mercado estratégico para alocação de capital, atraindo divisas e fortalecendo a moeda.

Fatores que Influenciam a Inflação

  • Guerra no Oriente Médio: o conflito internacional está afetando os preços de petróleo e fertilizantes, o que já está sendo sentido na inflação de diesel e derivados de petróleo.
  • Câmbio: a estabilidade do câmbio é fundamental para controlar a inflação. Se o dólar se mantiver estável em torno de R$ 5,00, a inflação pode ser menor do que a prevista pelo mercado.
  • Juros altos: o Banco Central está “pisando no freio” com juros restritivos, enquanto o governo federal está “pisando no acelerador” com políticas que injetam mais dinheiro na economia.

A especialista destaca que o cenário pode ser mais brando se o câmbio se mantiver estável, mas alerta para um cenário de risco extremo se a guerra escalar e os estoques de petróleo acabarem. Nesse caso, a moeda brasileira pode sofrer e a inflação pode aumentar.

A Kinea revisou sua projeção de IPCA de 2026, que saiu de 4% para 4,6%. A especialista trabalha com a perspectiva de que o Banco Central conseguirá entregar a taxa Selic em torno de 12,5% ao final do ciclo.

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