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Desenrola 2.0 é positivo para bancos, mas pode incentivar inadimplência, diz JPMorgan

Desenrola 2.0: Um Programa de Renegociação de Dívidas com Impacto Levemente Positivo para os Bancos

O JPMorgan avalia que o novo programa de renegociação de dívidas do governo, o Desenrola 2.0, é levemente positivo para as instituições financeiras, pois pode permitir a recuperação de parte dos créditos e aumentar as receitas contábeis. No entanto, o programa também pode incentivar a inadimplência no futuro.

O Desenrola 2.0 deve ser apresentado no dia 1° de maio e focará em dívidas de pessoas físicas com atraso entre 90 e 720 dias e renda de até cinco salários mínimos. Esses créditos normalmente já estão em estágio 3 (alto risco), com provisões superiores a 70%, ou até totalmente baixados, com 100% de provisão.

Os descontos nas renegociações devem variar entre 30% e 90%, com garantia do governo por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO). O JPMorgan estima que o sistema financeiro poderia recuperar entre R$ 5 bilhões e R$ 10 bilhões com o programa.

  • A Nubank é um dos principais beneficiários do programa, podendo recuperar entre R$ 700 milhões e R$ 1,5 bilhão antes de impostos.
  • O programa também pode permitir o uso de recursos do FGTS, com limites, para quitação de débitos em atraso.
  • As condições incluem limite de até R$ 15 mil por pessoa em cada instituição financeira e taxa máxima de juros próxima de 1,99% ao mês.

Em termos de escala, a iniciativa pode abranger mais de R$ 100 bilhões em dívidas renegociadas. A adesão ao programa deve ficar aberta por cerca de 90 dias, com possibilidade de extensão.

O JPMorgan destaca que os detalhes finais ainda dependem de validação do governo, com apresentação prevista ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A primeira edição do Desenrola, lançada em 2023, ajudou mais de 15 milhões de pessoas a renegociar cerca de R$ 53 bilhões em dívidas, com impacto limitado para os bancos.

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