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Santander frustra no 1T com alta da inadimplência e mercado mantém cautela; ação cai

Resumo do Resultado do Santander no 1T26

O Santander Brasil apresentou um resultado abaixo das expectativas no primeiro trimestre de 2026, com lucro líquido recorrente de R$ 3,8 bilhões, uma queda de 7% em relação ao quarto trimestre de 2025 e de 1,9% na comparação anual. Esse desempenho fraco foi influenciado principalmente pela deterioração da qualidade dos ativos e um desempenho ainda fraco da receita com crédito.

A rentabilidade sobre o patrimônio (ROE) recuou para 15,7%, ante 17,2% no trimestre anterior e 17,0% no 1T25. A margem financeira líquida (NII) caiu 1% em base anual, apesar de ter avançado 3% na comparação trimestral. A margem com mercado permaneceu negativa, enquanto a margem com clientes cresceu 5% em relação ao 1T25, mas recuou 1% no trimestre.

Inadimplência e Desempenho da Carteira de Crédito

O principal ponto negativo do trimestre foi a piora da inadimplência, com o índice de créditos inadimplentes superiores a 90 dias subindo 20 pontos-base para 3,3%. A formação de inadimplência atingiu R$ 7,2 bilhões no trimestre, enquanto as provisões para perdas com crédito somaram R$ 6,3 bilhões, alta de 4% no trimestre.

A carteira de crédito apresentou queda de cerca de 1% no trimestre e crescimento limitado em base anual, entre 2% e 3%, com retração concentrada em pessoas físicas, compensada parcialmente pelo avanço do segmento de crédito ao consumo.

Custos e Eficiência

Por outro lado, o Santander voltou a apresentar forte disciplina de custos, com despesas operacionais praticamente estáveis em base anual. O índice de eficiência melhorou e atingiu 37,7%, reforçando a estratégia do banco de ganho de produtividade, digitalização e redução da estrutura física.

O resultado do 1T26 foi considerado fraco, mas amplamente antecipado. O papel negocia a cerca de 6,4–6,7 vezes o lucro estimado para 2026, refletindo ceticismo quanto ao crescimento e à qualidade de ativos. Uma reavaliação mais positiva dependerá de uma estabilização da inadimplência e de uma retomada mais clara da expansão do crédito nos próximos trimestres.

Os analistas mantêm uma visão cautelosa sobre o papel, com recomendações variadas, desde venda até compra, dependendo da perspectiva de cada banco. O preço-alvo para a ação varia de R$ 30 a R$ 34.

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