CBF Fecha 2025 com Déficit de R$ 182,5 Milhões
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) terminou o ano de 2025 com um déficit de R$ 182,5 milhões, de acordo com o balanço financeiro aprovado pelos representantes das 27 federações em assembleia realizada na segunda-feira, 27. Isso representa uma mudança significativa em relação ao ano anterior, quando a CBF havia registrado um superávit de R$ 107 milhões em 2024.
A confederação atribui o déficit a “grandes investimentos realizados para a regularização de passivos deixados por gestões anteriores”. Um dos principais fatores que contribuíram para o aumento das despesas operacionais foi o pagamento de R$ 80 milhões ao Icasa, que ganhou um processo contra a CBF referente ao não acesso à Série A em 2014.
Despesas e Investimentos
Além do pagamento ao Icasa, a CBF também investiu em outras áreas, como:
- R$ 27 milhões em despesas logísticas para as Eliminatórias da Copa do Mundo e amistosos da seleção brasileira;
- R$ 13 milhões em marketing;
- R$ 9 milhões em tecnologia e serviços de consultoria institucional, esportiva, assessoria jurídica e de comunicação.
Esses investimentos foram considerados necessários para “buscar eficiência na nova gestão” e para que a CBF possa “investir no futebol” no futuro.
Receitas e Perspectivas
A CBF apresentou uma receita bruta de R$ 1,7 bilhão, R$ 200 milhões a mais do que em 2024. No entanto, as receitas referentes ao contrato com a Nike foram antecipadas ao exercício de 2024, o que afetou as finanças da entidade em 2025.
O diretor financeiro da CBF, Valdecir de Souza, acredita que os gastos são necessários para “buscar eficiência na nova gestão” e que as “receitas crescentes” no futuro justificarão esses investimentos. O presidente Samir Xaud também destacou a importância de “enfrentar problemas e assumir o compromisso de reorganizar finanças, regularizar dívidas trabalhistas e com clubes” para que a CBF possa retomar seu “protagonismo” no futebol.
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