Goiás Defende Acordo com EUA para Exploração de Minerais Críticos
O governo de Goiás defendeu a legitimidade do memorando de entendimento que assinou com o governo dos Estados Unidos para promover a pesquisa e a exploração de minerais críticos no estado.
O objetivo do acordo é buscar agregar valor à matéria-prima, atraindo investimentos e desenvolvimento tecnológico para Goiás. A secretaria estadual de Comunicação afirmou que o acordo está dentro do que prevê a legislação nacional.
Contexto do Acordo
O acordo foi feito no contexto da compra da mineradora Serra Verde pela norte-americana USA Rare Earth, por cerca de US$ 2,8 bilhões. A Serra Verde opera a única mina de argilas iônicas ativa do Brasil e é a única produtora, fora da Ásia, de quatro elementos críticos e valiosos.
A USA Rare Earth obteve um empréstimo de US$ 1,3 bi do Departamento de Comércio dos EUA e um financiamento de US$ 565 milhões da Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (DFC) para investir na otimização e expansão da mina Pela Ema.
Criticas ao Acordo
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o governo de Goiás avançou sobre temas de competência do governo federal. O presidente Lula também criticou o acordo, afirmando que é uma “vergonha” e que o governo federal não pode permitir que o Brasil seja vendido.
No entanto, o governo de Goiás rebateu às críticas, afirmando que o governo federal não tem uma política séria para regulamentar a exploração e o processamento de terras raras no Brasil. O governo goiano também destacou que, por não dispor da tecnologia para processar elementos como o disprósio, o térbio, o neodímio e o itrío, o Brasil envia para a China os minerais críticos retirados do solo goiano.
- O governo de Goiás defendeu a legitimidade do acordo com os EUA.
- O objetivo do acordo é agregar valor à matéria-prima e atraindo investimentos e desenvolvimento tecnológico para Goiás.
- A USA Rare Earth obteve um empréstimo de US$ 1,3 bi e um financiamento de US$ 565 milhões para investir na otimização e expansão da mina Pela Ema.
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