Crise Diplomática: Reação do Governo Lula Atinge 2 Policiais dos EUA
A crise diplomática entre o Brasil e os Estados Unidos atingiu um novo patamar com a reação do governo Lula à expulsão do delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho do território americano. A medida resultou na expulsão de dois funcionários do Departamento de Segurança Interna dos EUA que atuavam no Brasil.
O governo brasileiro expulsou o adido civil Michael William Myers, que atuava na área de segurança e havia sido credenciado pela embaixada americana desde setembro de 2024, em Brasília. Além disso, a PF barrou temporariamente um segundo agente policial americano, cuja identidade não foi revelada.
As medidas tomadas pelo governo Lula podem ser vistas como uma escalada diplomática na crise e podem ser interpretadas como uma retaliação além da “reciprocidade” pregada pelo presidente. Isso gerou apreensão no Itamaraty, que defendeu que o governo Lula deveria responder à decisão americana com reciprocidade “na forma e no conteúdo”.
- A expulsão de Marcelo Ivo de Carvalho foi motivada por acusações de tentar “manipular o sistema de imigração” dos EUA para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território americano.
- O delegado Marcelo Ivo atuava em cooperação policial e forneceu informações ao ICE sobre o ex-deputado Alexandre Ramagem, que foi condenado a 16 anos de prisão na trama golpista e era considerado foragido da Justiça brasileira.
- A reação brasileira começou a ser decidida na terça-feira, dia 21, com discussões entre o presidente Lula, o chanceler Mauro Vieira e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que manifestaram “surpresa” e citaram a “reciprocidade” como resposta à expulsão de Marcelo Ivo.
A crise diplomática entre os dois países pode ter consequências significativas para a cooperação policial e a relação bilateral. O governo brasileiro afirmou que as partes precisam conversar e que espera que a cooperação prossiga.
No entanto, a situação ainda é incerta, e não está claro quais serão todas as consequências da crise. O Itamaraty decidiu aguardar 24 horas para comunicar a decisão publicamente, um gesto para expor a diferença no tratamento e a boa praxe diplomática em relação à condução dos americanos.
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