Expansão da Mamona para Biocombustíveis no Brasil
A empresa israelense Casterra está trabalhando para expandir o cultivo de mamona no Brasil, com o objetivo de utilizar essa planta para a produção de biocombustíveis. De acordo com o CEO e presidente do conselho, Ofer Haviv, a empresa pretende trabalhar com agricultores brasileiros para cultivar mamona em uma área de 200.000 hectares nos próximos cinco anos.
O Brasil é um importante produtor de biocombustíveis, com vastas plantações de soja e cana-de-açúcar que alimentam os setores de biodiesel e etanol, respectivamente. No entanto, a produção de mamona no país ainda é pequena em comparação com outras commodities. A Conab prevê que a mamona cubra apenas 76.200 hectares na safra 2025/26, em comparação com os 48,5 milhões de hectares da soja.
A Casterra realizou testes de campo comerciais bem-sucedidos para o cultivo de mamona no Estado da Bahia, com plantações de 74 hectares. A empresa está procurando por grandes fazendeiros que estejam dispostos a cultivar mamona em escala comercial e também está conversando com participantes locais que comprarão os grãos dos fazendeiros.
- A Casterra pretende investir cerca de US$5 milhões a US$10 milhões para formar equipes fortes de marketing e suporte agronômico, bem como uma unidade de produção de sementes.
- A empresa também está pesquisando maneiras de melhorar a qualidade da safra e a capacidade de colheita, e se uniu a uma empresa italiana para melhorar o desempenho das colheitadeiras e limitar a perda de grãos.
- O objetivo é que os agricultores cultivem a mamona durante a segunda safra do Brasil, conhecida como safrinha, e a Casterra espera gerar interesse pela safrinha em 2027.
De acordo com Ofer Haviv, nos próximos dez anos, a área usada para o cultivo da mamona poderá atingir 1 milhão de hectares. A Casterra está trabalhando para melhorar a semente, o protocolo de crescimento e o desempenho do maquinário, com o objetivo de aumentar a produção de mamona no Brasil e contribuir para a produção de biocombustíveis.
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