Fernanda Lima: Embracando a Maturidade com Autenticidade
A apresentadora Fernanda Lima, prestes a completar 49 anos, assume seu papel como referência no diálogo sobre sexualidade e vivências femininas na maturidade. Com uma carreira marcada por seu trabalho no programa “Amor & Sexo”, da TV Globo, Fernanda agora se dedica a fomentar conversas sobre temas considerados tabu, como a menopausa e a perda de libido.
Em entrevista à Vogue, Fernanda compartilha suas experiências pessoais e reflexões sobre como lidar com o envelhecimento. “A saúde feminina, historicamente, sempre foi preterida. A medicina estudou o corpo humano a partir dos homens. Não é à toa que temas ligados às mulheres ainda são pouco discutidos”, pontua. Com a chegada da menopausa, Fernanda sentiu a necessidade de se informar e percebeu a falta de conhecimento geral sobre o assunto.
- Elaborou um podcast, o “Zen Vergonha”, para compartilhar seus aprendizados e ajudar a acabar com mal-entendidos sobre a menopausa.
- Buscou refúgio na natureza, no sítio da família no interior de São Paulo, para se conectar com o seu corpo e mente.
- Assume a importância de pedir ajuda e admitir que não precisa dar conta de tudo, especialmente durante a maturidade.
Fernanda também fala sobre a importância de manter uma relação saudável e amorosa com seu marido, Rodrigo Hilbert. “Temos a vontade de ser velhos juntos, e acho que isso já diz muito. É uma parceria que vai além de marido e mulher”, diz. Ela destaca a importância de conversas honestas e da individualidade no relacionamento.
Além disso, Fernanda se preocupa com o tema da criação de garotos e o movimento red pill, que espalha mensagens misóginas e violentas contra as mulheres. “O grande desafio é fazer esses meninos entenderem que quanto mais vulneráveis, sensíveis e honestos eles forem, melhores homens eles serão”, afirma.
Com sua ferramenta mais poderosa, Fernanda decidiu usar seu espaço público para levantar debates importantes, como a cobrança estética e a necessidade de uma sociedade mais acolhedora para as mulheres. “Quero falar de assuntos que acho importantes”, explica. Ela busca dimensionar os pensamentos sobre a cobrança estética para que não se tornem sofrimento, entendendo que envelhecer tem que ser gostoso.
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