Brasil pode perder R$ 47 bi ao priorizar petróleo na Foz do Amazonas
O Brasil pode abrir mão de R$ 47 bilhões em receita e benefícios se priorizar a exploração de petróleo na Foz do Amazonas em detrimento da energia renovável e biocombustíveis, de acordo com um estudo inédito da WWF-Brasil.
O estudo utilizou a Análise Socioeconômica de Custo-Benefício (ACB) para avaliar os impactos da exploração de petróleo na região. A metodologia considerou os custos e benefícios para todos os atores da sociedade, incluindo governo, empresas e famílias.
Perdas e ganhos
O estudo estima que a exploração de petróleo na Foz do Amazonas pode gerar perdas de R$ 22,2 bilhões em 40 anos, considerando os custos de exploração e produção, bem como as externalidades, como as emissões de gases de efeito estufa.
Já a rota da eletrificação, que inclui fontes de energia renovável como eólica e solar, pode trazer um retorno positivo para a sociedade de quase R$ 25 bilhões.
O estudo também avaliou o cenário de biocombustíveis, que apresentou custos mais altos em comparação ao petróleo, mas com menor prejuízo das externalidades.
Cenários
O estudo comparou três cenários: a exploração de petróleo, a eletrificação e os biocombustíveis. A eletrificação se mostrou a opção mais vantajosa, com um retorno positivo para a sociedade.
A Petrobras considera a área da Margem Equatorial crucial para substituir o pré-sal pós-2030 e evitar a importação de petróleo.
No entanto, o estudo sugere que a priorização da exploração de petróleo na Foz do Amazonas pode não ser a melhor opção para o país, considerando os custos e benefícios para a sociedade.
- A exploração de petróleo na Foz do Amazonas pode gerar perdas de R$ 22,2 bilhões em 40 anos.
- A rota da eletrificação pode trazer um retorno positivo para a sociedade de quase R$ 25 bilhões.
- O cenário de biocombustíveis apresentou custos mais altos, mas com menor prejuízo das externalidades.
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