MC Ryan SP: Planos Interrompidos pela Prisão
Antes de ser preso pela Polícia Federal, MC Ryan SP estava planejando mudanças significativas em sua carreira. Com o objetivo de comemorar o fato de ser o artista mais ouvido do Brasil no Spotify, ele queria criar um show repaginado, com maior duração e uma estética grandiosa para os padrões do funk.
A ideia do cantor era se apresentar em casas que conseguissem dar suporte a um palco maior, levando pelo Brasil uma réplica da cabeça de um tubarão, animal que virou apelido do funkeiro. Ele chegou a fazer uma espécie de “show teste” em Brasília (DF), e estava animado com a ideia de replicar o show em casas maiores pelo Brasil.
Novos Talentos na Bololô Records
Outro ponto que Ryan pretendia investir era na revelação de novos talentos para sua produtora recém-criada, a Bololô Records. Após o sucesso de “Posso Até Não Te Dar Flores”, que alavancou a carreira do MC Meno K e do DJ Japa NK, o funkeiro já mapeava novos nomes pelo Brasil.
Uma das revelações da empresa é o MC Black da Penha, cantor carioca que foi “garimpado” por Ryan nos bailes do RJ, passando a integrar o hall de artistas da Bololô Records. O artista/empresário também buscava investir em nomes que já tinham sucessos no catálogo, mas precisavam de novidades.
O Esquema de Lavagem de Dinheiro
A Polícia Federal revelou que o esquema de uma organização criminosa suspeita de lavar mais de R$ 1,6 bilhão utilizava uma estrutura complexa, com empresas, influenciadores digitais e operações financeiras sofisticadas para ocultar a origem de recursos ilícitos.
Os valores ilícitos eram utilizados para custear despesas da carreira artística de alguns investigados pela PF, incluindo cachê de shows. Influenciadores e páginas de grande alcance nas redes sociais também eram contratadas para fazer a divulgação de plataformas de apostas e rifas, contribuindo tanto para a entrada de novos recursos quanto para a legitimação das operações.
- Investigação aponta pagamento R$ 400 mil por dia a MC Ryan por posts de jogos ilegais.
- Os influenciadores Raphael Sousa Oliveira e Chrys Dias também foram presos na operação.
- Foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos.
A defesa de MC Ryan afirma que o artista é inocente e que todas as suas transações financeiras são legais e transparentes. A defesa de MC Poze do Rodo também se manifestou, afirmando que desconhece os autos ou teor do mandado de prisão.
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