Petróleo em Alta: Bancos Reavaliam Cenários e Apostam em Petrobras e PRIO
O mercado de petróleo está passando por uma nova fase de reavaliação, impulsionada pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela incerteza em torno da reabertura do Estreito de Ormuz. Com o petróleo operando em níveis elevados, os bancos estão revisando seus cenários, projeções de preços-alvo e recomendações para as ações do setor.
O Bank of America, por exemplo, elevou sua curva de preços do petróleo, projetando o Brent a US$ 92,5 por barril em 2026 e US$ 78 em 2027. Isso levou a uma revisão para cima dos preços-alvo das principais petrolíferas da América Latina, incluindo a Petrobras (PETR4) e a PRIO (PRIO3).
Petrobras e PRIO: Destaques no Setor
A Petrobras teve sua recomendação elevada para compra pelo BofA, que avalia que a estatal ainda oferece um perfil atrativo de geração de caixa e dividendos sob preços mais altos do petróleo. As estimativas apontam para um yield de fluxo de caixa livre ao acionista (FCFE) de cerca de 18% em 2026 e 16% em 2027.
Já a PRIO aparece como um dos principais beneficiários do novo patamar do Brent, com o Bank of America elevando o preço-alvo da companhia para R$ 82 por ação e reiterando a recomendação de compra. A empresa é destacada por sua elevada geração de caixa livre projetada para os próximos anos e sua maior exposição direta às oscilações positivas do petróleo.
Outras Empresas do Setor
Além da Petrobras e da PRIO, outras empresas do setor também tiveram seus preços-alvo revisados para cima, incluindo a Brava Energia (BRAV3) e a PetroReconcavo (RECV3). No entanto, essas empresas seguem com recomendação neutra, devido a fatores como hedge e restrições operacionais.
A XP Investimentos também destaca a Petrobras e a PRIO como as mais alavancadas ao Brent, com ganhos expressivos de fluxo de caixa para cada aumento adicional de US$ 10 no barril. No entanto, a corretora alerta que medidas do governo brasileiro para conter o repasse de preços dos combustíveis podem adicionar complexidade ao cenário.
- Petrobras: recomendação de compra, com yield de FCFE de 18% em 2026 e 16% em 2027
- PRIO: recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 82 por ação e yield de FCFE acima de 20% em 2026
- Brava Energia e PetroReconcavo: recomendação neutra, devido a fatores como hedge e restrições operacionais
Em resumo, o novo ciclo do petróleo exige uma leitura mais seletiva, distinguindo quem de fato captura o upside do Brent elevado e quem fica pelo caminho diante de limitações regulatórias, operacionais ou financeiras. A Petrobras e a PRIO são destacadas como as principais beneficiárias do novo patamar do Brent, com elevada geração de caixa e dividendos.
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