Protesto na Argentina Atrasa Navios que Aguardavam para Carregar Grãos
No porto argentino de Quequén, pelo menos 10 navios tiveram o carregamento de grãos atrasado devido a um protesto de caminhoneiros que exigem taxas de frete mais altas. Esses caminhoneiros bloqueiam o acesso ao terminal, impedindo a entrada de caminhões com grãos.
De acordo com uma fonte do porto, “nenhum caminhão está entrando com grãos, estamos completamente paralisados”. O protesto está sendo realizado por motoristas de caminhão que estão acampados ao longo de uma estrada que leva ao porto, impedindo a passagem de caminhões de grãos enquanto negociam aumentos de tarifas com empresas de armazenamento de grãos e grupos de produtores agrícolas.
Quequén, localizado no sul da província de Buenos Aires, é um importante porto para a exportação de grãos. Em 2025, o porto carregou 2,4 milhões de toneladas métricas de soja, o equivalente a 20% da oleaginosa exportada pela Argentina no ano passado. Os principais exportadores, incluindo a Bunge, a Cofco e a cooperativa local ACA, operam no porto.
Na Argentina, mais de 80% dos carregamentos de grãos para os portos do país são transportados por caminhão. A ação dos caminhoneiros também afetou temporariamente o porto de Bahia Blanca. A câmara portuária argentina estimou que o protesto havia bloqueado exportações no valor de US$450 milhões.
Os portos da região de Rosário, que transportam mais de 85% das exportações de grãos da Argentina e quase todas as suas exportações de óleo de soja e farelo de soja, estavam operando normalmente. A situação está sendo monitorada de perto, pois o protesto pode ter um impacto significativo na economia argentina.
- O protesto dos caminhoneiros está afetando a exportação de grãos na Argentina.
- Pelo menos 10 navios tiveram o carregamento de grãos atrasado.
- O porto de Quequén é um importante centro de exportação de grãos.
O protesto é um exemplo de como as disputas trabalhistas podem afetar a economia e a logística de um país. É importante encontrar uma solução para o problema, para que as exportações de grãos possam continuar normalmente.
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