Governo define setores que podem acessar crédito de R$ 15 bilhões
O governo federal anunciou recentemente os setores econômicos que terão prioridade no acesso ao crédito de R$ 15 bilhões criado para atenuar os impactos da guerra no Oriente Médio e das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos (EUA). Essa medida visa apoiar segmentos considerados estratégicos, que têm déficit na balança comercial, como indústria farmacêutica e tecnologia da informação.
Os detalhes foram apresentados pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto. O novo plano de socorro será operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e é uma segunda etapa do Programa Brasil Soberano, lançado em meados de 2025, destinado às empresas exportadoras impactadas pelo tarifaço dos EUA.
Setores beneficiados
Três grupos de empresas têm direito ao crédito, conforme a Portaria Interministerial publicada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O primeiro grupo inclui empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores afetados pelas medidas tarifárias impostas dos EUA. O segundo grupo inclui empresas de setores considerados estratégicos, como o ramo têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, máquinas e equipamentos eletrônicos e de informática. O terceiro grupo inclui empresas exportadoras e seus fornecedores para os países da região do Golfo Pérsico, no Oriente Médio.
As empresas mais atingidas são as da indústria do aço, cobre e alumínio, que pagam 50% de tarifas extras, e os setores de peças automotivas e de alguns tipos de móveis, que pagam taxa de 25% para vender aos norte-americanos.
Condições do crédito
As linhas de crédito são para financiar capital de giro; capital de giro destinado à produção para exportação; aquisição de bem de capital; e investimentos para ampliação da capacidade produtiva ou o adensamento da cadeia de produção, adaptação de atividade produtiva, e em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos. As taxas variam de 0,94% ao mês, para investimentos, até 1,28%, para capital de giro, no caso das contratações diretas com o BNDES.
As carências variam de 1 ano a 4 anos (investimentos), com prazos de 5 a 20 anos para quitação. Essas condições visam apoiar as empresas afetadas pelas medidas tarifárias e pela guerra no Oriente Médio, contribuindo para a recuperação econômica do país.
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