Edinho rebate Galípolo por isentar Campos Neto no caso Master
O presidente do PT, Edinho Silva, rebateu a declaração de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, que afirmou não ter encontrado indícios de que seu antecessor Roberto Campos Neto tenha atuado para favorecer o Banco Master e Daniel Vorcaro.
Edinho frisou que, já que há investigações em curso na Polícia Federal e no Ministério Público, o Banco Central também deve manter apurações próprias sobre a gestão anterior. O líder partidário também defendeu que, caso houver confirmação das fraudes, a responsabilidade será tanto de Campos Neto quanto do ex-presidente Jair Bolsonaro, este responsável pela nomeação.
Em entrevista à Record News, Edinho afirmou ter “muito respeito” pelo trabalho de Galípolo, de quem destacou ser amigo pessoal, mas avaliou que o posicionamento do presidente da instituição está “fora de contexto”.
Investigações e responsabilidades
Edinho questionou como o presidente do Banco Central pode isentar alguém antes de concluir as investigações. Ele mencionou o envolvimento do ex-diretor do Banco Central, Paulo Souza, e Belline Santana, afastados do cargo por suspeitas de ligações com Vorcaro.
A declaração de Galípolo ocorreu na última quarta-feira, quando compareceu à CPI do Crime Organizado. Ele foi questionado pelo presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES), se tinha algum conhecimento de que Campos Neto tenha atuado para evitar a liquidação ou intervenção no Master ao longo de 2024.
- O Banco Master foi autorizado a funcionar durante o governo Bolsonaro, na gestão de Campos Neto, com várias operações autorizadas pelo Banco Central.
- A liquidação do Master não poderia ter sido decretada antes, porque o Banco Central tem ritos a seguir.
- A sindicância do Banco Central não encontrou nada que indicasse que Campos Neto tenha atuado para favorecer o Banco Master.
Edinho defendeu que a responsabilidade pela gestão do Banco Master é do governo Bolsonaro e de Campos Neto, e que a investigação deve continuar para esclarecer os fatos.
O caso do Banco Master é um exemplo de como a gestão de um banco pode ter consequências graves para a economia e a sociedade. A atuação do Banco Central é fundamental para garantir a estabilidade do sistema financeiro e proteger os depositantes.
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