Temporada de Balanços do 1T nos EUA: Pouco Espaço para Surpresas Positivas
A temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026 nos EUA começou oficialmente na semana passada, mas é a partir do dia 13 que ganha tração. Nesta segunda, serão apresentados dados do Goldman Sachs e, na terça, JPMorgan e Wells Fargo trazem seus balanços.
A XP considera que a temporada deste trimestre conta com pouco espaço para surpresas positivas, em especial por um trimestre marcado por elevada incerteza geopolítica e macroeconômica e por projeções já elevadas de crescimento. A expectativa do consenso é de avanço do lucro por ação (LPA) do S&P 500 em 13%, na comparação anual.
Os estrategistas Raphael Figueredo e Maria Irene Jordão afirmam que as estimativas já parecem bastante exigentes e que o mercado tenderá a reagir menos aos números reportados e mais aos guidances e sinalizações das companhias para o restante de 2026. Isso pode levar a variações de preços devido ao reajuste das expectativas elevadas.
Os dados de atividade apresentaram sinais mistos em relação ao mercado de trabalho e as pressões inflacionárias, o que pode promover respostas heterogêneas nas companhias. As projeções para 2026 já parecem esticadas, após um trimestre de revisões predominantemente altistas.
Algumas das principais considerações sobre a temporada de balanços incluem:
- As projeções para 2026 parecem ambiciosas, com um crescimento estimado pelo consenso de +7,7% A/A para o lucro em 2026.
- A resiliência das empresas americanas, em especial as de tecnologia, ao longo de 2025, é um ponto positivo.
- Há risco maior de um realinhamento de expectativas à frente, com revisões baixistas após a temporada, à medida que as empresas busquem recalibrar e suavizar as projeções mais agressivas para o ano.
Em resumo, a temporada de balanços do 1T nos EUA terá pouco espaço para surpresas positivas, devido às projeções já elevadas de crescimento e à incerteza geopolítica e macroeconômica. O mercado tenderá a reagir menos aos números reportados e mais aos guidances e sinalizações das companhias para o restante de 2026.
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