Negociações entre EUA e Irã Terminam sem Acordo no Paquistão
As negociações diretas entre os Estados Unidos e o Irã, realizadas no Paquistão, terminaram sem um acordo, colocando em risco o frágil cessar-fogo e levantando dúvidas sobre os esforços para encerrar a guerra de seis semanas que já matou milhares de pessoas e interrompeu o fornecimento global de energia.
O vice-presidente JD Vance, que liderou a delegação americana, afirmou que os EUA não conseguiram obter um compromisso do Irã de não buscar uma arma nuclear. “Deixamos muito claro quais são nossas linhas vermelhas, em que pontos estamos dispostos a fazer concessões e em quais não estamos”, disse Vance.
A mídia semioficial iraniana citou demandas “excessivas” dos EUA, enquanto o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que era natural que as diferenças não fossem resolvidas em uma única rodada de negociações, deixando aberta a possibilidade de novas discussões.
As principais questões em disputa incluem:
- O controle do Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial para o fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito;
- O programa nuclear iraniano, com os EUA exigindo que o Irã se comprometa a não buscar uma arma nuclear;
- A remoção de materiais nucleares do Irã.
Os analistas consideram que as negociações estavam fadadas ao fracasso devido às demandas maximalistas de ambos os lados. “Dadas as demandas maximalistas de ambos os lados, as negociações estavam fadadas ao fracasso”, disse Jean-Loup Samaan, pesquisador sênior do Middle East Institute da Universidade Nacional de Singapura.
O fracasso em alcançar um acordo provavelmente afetará os mercados de petróleo e gás, com preços em alta. “A esperança vinha crescendo com cautela na semana passada, mas isso pode nos fazer voltar aos níveis anteriores ao anúncio do cessar-fogo”, disse Nick Twidale, analista-chefe de mercado da AT Global Markets.
O Paquistão, que sediou as negociações, afirmou que as discussões foram “construtivas” e pediu que ambos os lados mantenham o cessar-fogo, deixando aberta a possibilidade de novas negociações.
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