Ataques israelenses no Líbano: o dia mais mortal da guerra
O conflito entre Israel e o Líbano atingiu um novo patamar de violência, com ataques israelenses matando mais de 250 pessoas em um único dia. Essa foi a maior perda de vidas em um dia desde o início da guerra, em 2 de março.
Os ataques, que incluíram bombardeios aéreos e terrestres, atingiram várias regiões do Líbano, incluindo a capital Beirute. O serviço de defesa civil do Líbano informou que 254 pessoas foram mortas e mais de 1.100 ficaram feridas em todo o país.
Reações internacionais
A comunidade internacional condenou os ataques, com o chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk, afirmando que a escala da matança e da destruição no Líbano é “simplesmente horrível”. O presidente libanês, Joseph Aoun, também condenou os bombardeios e afirmou que o presidente francês, Emmanuel Macron, está disposto a exercer pressão diplomática para que o Líbano seja incluído em qualquer cessar-fogo.
A Guarda Revolucionária do Irã advertiu EUA e Israel que dará uma “resposta que causará arrependimento” se os ataques ao Líbano não forem interrompidos. O Hezbollah, por sua vez, condenou a “agressão bárbara” de Israel e afirmou que os ataques reforçam o direito do grupo de responder.
Cessar-fogo e zona de contenção
O cessar-fogo entre EUA e Irã, anunciado recentemente, não inclui o Líbano, segundo Israel e EUA. No entanto, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, havia dito que a trégua incluiria o Líbano.
Israel afirmou que pretende ocupar a região ao sul do rio Litani, no Líbano, como uma “zona de contenção”. A área foi atingida por ataques israelenses, que incluíram a destruição da última ponte que ligava o sul do Líbano ao restante do país.
- Mais de 250 pessoas mortas em ataques israelenses no Líbano
- 1.100 pessoas feridas em todo o país
- Cessar-fogo entre EUA e Irã não inclui o Líbano
- Israel pretende ocupar região ao sul do rio Litani como “zona de contenção”
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