Startups: O segredo da Memed para deixar de queimar caixa e mirar o unicórnio
A Memed, uma healthtech brasileira, encontrou o segredo para deixar de queimar caixa e mirar o unicórnio. Depois de 13 anos, a empresa alcançou o breakeven e começou a gerar lucro, sem onerar a ponta da cadeia. A chave para esse sucesso foi a identificação de uma oportunidade no mercado farmacêutico, onde a indústria gasta bilhões por ano em propaganda médica.
A Memed percebeu que a propaganda médica era feita de forma pouco eficiente e restrita, e que a plataforma era o lugar perfeito para a indústria farmacêutica se comunicar com os médicos em massa, de forma segura. Hoje, a plataforma tem mais de 150 mil profissionais cadastrados e estima que haja cerca de 500 mil médicos no Brasil, o que faz com que a Memed ainda tenha um potencial de crescimento relevante.
A empresa passou por momentos difíceis, incluindo a demissão de 11% do quadro em 2023, mas com a chegada do novo CEO, Rodolfo Chung, a Memed encontrou sua vocação: ajudar a indústria farmacêutica a se comunicar com os médicos. A empresa agora opera com lucro e projeta fechar 2026 com R$ 100 milhões em receita.
O potencial de crescimento é expressivo, pois apenas 15% das prescrições no Brasil são feitas digitalmente, e a Memed quer dobrar a base de médicos e expandir as funcionalidades da plataforma. A próxima fronteira é o acompanhamento do tratamento, onde 55% dos pacientes com problemas crônicos não têm adesão correta ao tratamento.
- A Memed tem mais de 150 mil profissionais cadastrados e estima que haja cerca de 500 mil médicos no Brasil.
- A empresa opera com lucro e projeta fechar 2026 com R$ 100 milhões em receita.
- O potencial de crescimento é expressivo, com apenas 15% das prescrições no Brasil sendo feitas digitalmente.
O CEO, Rodolfo Chung, destaca que a empresa está no início da tese e que não precisa gerar dividendos, podendo reinvestir no crescimento da healthtech. O horizonte é se tornar unicórnio num prazo de quatro ou cinco anos, com fôlego até um eventual IPO.
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