Brasil Contraria Onda Negativa em Emergentes e Atrai R$ 4,5 Bi para Fundos de Ações
O mercado de ações emergentes enfrentou uma semana de resgates, com um total de US$ 3,9 bilhões negativos, piorando os US$ 654 milhões de saídas da semana anterior. No entanto, o Brasil contrariou essa tendência e registrou entradas nos últimos dias, com US$ 883 milhões, cerca de R$ 4,5 bilhões, em fundos de ações.
De acordo com o levantamento realizado pelo JPMorgan, o volume maior de entradas foi em fundos de índice. Isso reforça a noção de que o estrangeiro segue vendo oportunidade no Brasil, apesar do rali recente, e vem comprando ações especialmente via índice. No mês passado, o fluxo estrangeiro para a B3 chegou a R$ 11,7 bi, somando entradas de R$ 53 bi no primeiro trimestre de 2026.
A região da América Latina também apresentou um desempenho positivo, com entradas de US$ 199 milhões (cerca de R$ 1 bilhão), em relação às saídas de US$ 111 milhões na semana passada. O setor brasileiro que mais superou o desempenho foi o de energia, atrás apenas dos serviços de comunicação no México.
Os principais setores que apresentaram desempenho superior ao mercado no período foram:
- Bens de capital
- Siderurgia & Mineração
- Educação
Já os setores que tiveram os piores desempenhos foram:
- Consumo & Varejo
- Agronegócio
- Petróleo & Gás
A Ásia (excluindo o Japão) sofreu fortes saídas na semana, chegando a US$ 5,0 bilhões, após leves entradas na semana anterior. A região EMEA (Europa, Oriente Médio e África) registrou saídas pela quinta semana, com valores a US$ 124 milhões.
No acumulado do ano, a maré ainda é positiva para os emergentes, com uma captação de fundos de ações de US$ 73,6 bilhões. Isso demonstra que, apesar da onda negativa, os investidores ainda veem oportunidades nos mercados emergentes.
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