Sob Pressão, Governo Promete Editar MP de Nova Subvenção do Diesel
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva está sob pressão para conter os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a população brasileira. Nesse contexto, o governo promete editar uma medida provisória de subvenção do diesel em parceria com os estados nos próximos dias.
A nova subvenção pode ser importante para diminuir a resistência de grandes distribuidoras de aderir ao primeiro programa de subvenção editado pela União. Executivos do setor apontam que o socorro do governo não é suficiente para cobrir a diferença entre os valores do mercado externo e os limites de preços definidos pelo governo.
Detalhes da Subvenção
A proposta prevê uma subvenção de R$ 1,20 ao diesel importado, cujo custo seria dividido entre a União e os governos estaduais. De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, o impacto fiscal total será de R$ 3,5 bilhões a R$ 4 bilhões.
A edição da MP estava prevista para a semana passada, mas houve atrasos em meio à negociação com os estados. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que esperaria o retorno de Lula a Brasília para publicar a medida.
Resistência das Distribuidoras
As grandes distribuidoras de diesel, como Vibra, Ipiranga e Raízen, decidiram não aderir ao primeiro socorro proposto pelo governo federal. No entanto, a nova subvenção pode ser importante para alterar o cenário de resistência dessas empresas.
As empresas que decidiram não aderir compram diesel das refinarias da Petrobras e da Acelen, mas também respondem por cerca da metade da importação brasileira do combustível. A União ofereceu pagar R$ 0,32 por litro do combustível para produtores e importadores, mas as empresas não podem vender acima de um preço fixado pelo governo.
- Petrobras e Acelen são as principais fabricantes de diesel do país, respondendo por cerca de 70% da demanda.
- As três grandes distribuidoras que decidiram não aderir compram diesel das refinarias da Petrobras e da Acelen, mas também respondem por cerca da metade da importação brasileira do combustível.
- A União ofereceu pagar R$ 0,32 por litro do combustível para produtores e importadores, mas as empresas não podem vender acima de um preço fixado pelo governo.
O governo também avalia ações adicionais para reduzir o impacto da alta do petróleo sobre outros setores, como o gás de cozinha (GLP) e o querosene de aviação.
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