Caso de Injúria Racial no Rio de Janeiro
A advogada argentina Agostina Páez, ré por injúria racial após ofender funcionários de um bar de Ipanema, na zona sul da capital fluminense, em janeiro deste ano, já está de volta ao seu país. Segundo o jornal argentino La Nacion, a advogada pousou em Buenos Aires na noite desta quarta-feira.
Na denúncia, Agostina se referiu a um negro, empregado de um bar, de forma pejorativa, e ao deixar o estabelecimento usou a palavra “mono”, que em espanhol significa macaco, além de imitar os gestos do animal. Ainda de acordo com a promotoria, ela voltou a fazer ofensas racistas para os outros dois funcionários do bar, o que caracterizou três crimes.
A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a volta da advogada a seu país natal, com a devolução do passaporte e a retirada da tornozeleira eletrônica. No entanto, ela continuará respondendo ao processo de injúria racial. Ela chegou a ser presa por algumas horas no dia 6 de fevereiro, mas foi solta com a ordem de usar tornozeleira eletrônica.
Detalhes do Caso
- O crime de injúria racial praticado pela advogada ocorreu em 14 de janeiro deste ano, em um bar da Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, zona sul do Rio.
- Agostina Páez discutiu com funcionários do bar por causa de uma suposta cobrança indevida na conta.
- A argentina usou termos pejorativos e chamou um funcionário de momo, macaco em espanhol, e fez gestos imitando um macaco, registrados por uma câmera de segurança da região.
A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça determinou o pagamento da caução, entre outras medidas, para a advogada argentina deixar o país. A liminar foi expedida pelo desembargador Luciano Silva Barreto, relator do caso.
Após ter retirado a tornozeleira eletrônica e pagar fiança de R$ 97 mil, equivalente a 60 salários mínimos, determinada pela Justiça, a advogada argentina Agostina Páez pode deixar o país.
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