Resultados da Gol no 4º Trimestre de 2025
A companhia aérea Gol anunciou um prejuízo líquido de R$ 1,40 bilhões no quarto trimestre de 2025, o que representa uma queda de 73% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o prejuízo foi de R$ 5,12 bilhões.
O desempenho operacional da empresa, medido pelo Ebitda, foi de R$ 1,64 bilhão, um aumento significativo em relação aos R$ 443 milhões negativos registrados no quarto trimestre do ano passado. Isso demonstra uma melhoria na gestão dos recursos e na eficiência operacional da companhia.
A receita líquida do grupo cresceu 10,5% para R$ 6,10 bilhões, impulsionada pelo crescimento de quase 12% no transporte de passageiros. No entanto, a receita líquida total por assento ofertado por quilômetro caiu 4,5%, e a receita de passageiros unitária diminuiu 4,2% devido ao repasse da variação cambial às tarifas.
Os custos totais da empresa aumentaram 13,1% nos últimos três meses de 2025 em relação ao mesmo período de 2024, devido ao aumento de depreciações e de manutenção, especialmente em razão da expansão operacional e do programa de recuperação de frota.
A alavancagem líquida da Gol encerrou dezembro em 3,2 vezes, uma redução significativa em relação ao nível de 6,3 vezes de um ano antes, refletindo o processo de reestruturação concluído ao longo do ano. Além disso, a liquidez da empresa somava R$ 5,5 bilhões ao final de dezembro, sendo R$ 3,0 bilhões em caixa disponível e R$ 2,5 bilhões em recebíveis de cartões de crédito.
Esses resultados demonstram que a Gol está no caminho certo em termos de recuperação e reestruturação, após sair de um processo de recuperação judicial nos Estados Unidos no início de junho de 2025. A empresa continua a trabalhar para melhorar sua eficiência operacional e financeira, o que é essencial para sua sustentabilidade a longo prazo.
Alguns pontos importantes a serem destacados incluem:
- Crescimento da receita líquida de 10,5% para R$ 6,10 bilhões;
- Aumento do Ebitda para R$ 1,64 bilhão;
- Redução da alavancagem líquida para 3,2 vezes;
- Liquidez de R$ 5,5 bilhões ao final de dezembro.
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