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Galípolo: percepção do rotativo do cartão como renda é problema para economia

Galípolo: Percepção do Rotativo do Cartão como Renda é Problema para Economia

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou recentemente que a percepção de boa parte da população de considerar o rotativo do cartão de crédito como renda disponível é um problema significativo para a economia. Essa questão foi abordada durante o J.Safra Macro Day, no painel “BC: Perspectivas pra a Economia Brasileira”.

De acordo com Galípolo, o debate sobre o endividamento da população é influenciado por fatores conjunturais e estruturais, afetando diretamente o custo de acesso ao crédito e a percepção que as famílias têm de sua situação financeira. Ele ressaltou que, em um contexto de aperto monetário, o encarecimento do crédito é parte do mecanismo de transmissão da política monetária, gerando restrições e afetando o custo de tomar recursos.

Além disso, Galípolo mencionou que a leitura do endividamento não é homogênea entre os brasileiros. Muitas pessoas não se consideram endividadas se não houver atraso, mesmo quando têm financiamentos e parcelas em dia. Isso demonstra uma compreensão heterogênea do conceito de endividamento.

  • A pressão sobre o orçamento é relacionada a sucessivos choques de oferta, descritos como degraus no custo de vida.
  • A população percebe o aumento no preço de itens básicos, o que alimenta a sensação de perda de poder aquisitivo.
  • O uso do rotativo do cartão de crédito é um ponto crítico, com 60% de inadimplência, considerado ruim tanto para quem oferece quanto para quem toma.

Galípolo também destacou que 40 milhões de pessoas físicas pagam juros de 15% ao mês no rotativo do cartão, o que é problemático do ponto de vista estrutural. Além disso, a percepção de que o rotativo é uma fatia da renda disponível é algo que exige medidas para ser endereçado.

Em resumo, a percepção do rotativo do cartão de crédito como renda é um problema significativo para a economia, e o Banco Central deve trabalhar para reduzir o peso de posições extremadas e promover uma compreensão mais clara do conceito de endividamento.

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