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Juros do Cartão de Crédito: Um Pesadelo para as Famílias

Os juros do cartão de crédito rotativo continuam a pesar no bolso das famílias. De acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central, a taxa média de juros cobrados pelos bancos subiu para 62% ao ano em fevereiro, com um aumento de 1 ponto percentual em relação ao mês anterior e 5,4 pontos percentuais em 12 meses.

O destaque em fevereiro foi o avanço de 11,4 pontos percentuais na taxa do cartão de crédito rotativo, chegando a 435,9% ao ano. Isso significa que as famílias que utilizam o cartão de crédito rotativo estão pagando juros extremamente altos, o que pode levar a um endividamento ainda maior.

  • A taxa de juros do cartão de crédito rotativo é uma das mais altas do mercado.
  • Os juros do cartão de crédito rotativo tiveram um recuo de 16,7 pontos percentuais nos 12 meses encerrados em fevereiro.
  • O crédito rotativo dura 30 dias e é tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão de crédito.

Além disso, o crédito parcelado também apresentou um aumento nos juros, subindo 5,3 pontos percentuais no mês e 16,9 pontos percentuais em 12 meses, chegando a 200,2% ao ano. Isso pode afetar ainda mais as famílias que já estão endividadas.

O Banco Central tem autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. No entanto, a alta dos juros bancários acompanha o ciclo de elevação da taxa básica de juros da economia, a Selic, que é o principal instrumento usado pelo Banco Central para manter a inflação sob controle.

Com isso, o endividamento das famílias continua a crescer, com a relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses ficando em 49,7% em janeiro. Além disso, o comprometimento da renda também aumentou, chegando a 29,3% em janeiro.

É importante que as famílias estejam cientes dos juros altos do cartão de crédito rotativo e do crédito parcelado, e busquem alternativas para reduzir seu endividamento. Além disso, o Banco Central deve continuar a monitorar a situação e tomar medidas para controlar a inflação e manter a estabilidade econômica.

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