Preocupações com a Economia se Aprofundam à Medida que a Guerra no Irã se Arrasta
A guerra no Irã tem causado preocupações crescentes sobre a economia global, à medida que ataques e contra-ataques continuam a afetar a infraestrutura energética do Golfo Pérsico. A destruição de refinarias, oleodutos, campos de gás e terminais de petroleiros está ameaçando prolongar a dor econômica global por meses, até anos.
De acordo com Christopher Knittel, economista de energia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, “o que estamos vendo é infraestrutura sendo realmente destruída, o que significa que as consequências dessa guerra serão duradouras”. Isso pode levar a uma recessão global, como ocorreu em choques de petróleo anteriores.
Impacto no Mercado de Energia
O preço do barril do petróleo Brent subiu 3,4% na sexta-feira, fechando a US$ 105,32, enquanto o petróleo de referência dos EUA subiu 5,5%, fechando a US$ 99,64 por barril. Isso pode levar a uma estagflação, com inflação mais alta e crescimento mais baixo, de acordo com Carmen Reinhart, da Harvard Kennedy School.
A guerra também afetou a produção de fertilizantes, com o Golfo Pérsico responsável por uma grande parcela das exportações de dois fertilizantes essenciais: ureia e amônia. A escassez de fertilizantes pode encarecer os alimentos e reduzir a oferta, afetando especialmente famílias de países mais pobres.
Consequências para a Economia Global
- A guerra interrompeu o fornecimento global de hélio, subproduto do gás natural e insumo essencial para fabricação de chips, foguetes e exames de imagem médica.
- Países mais pobres serão os mais afetados e enfrentarão as maiores escassezes de energia, de acordo com Lutz Kilian, diretor do Centro de Energia e Economia do Federal Reserve Bank de Dallas.
- A Ásia está especialmente exposta, com mais de 80% do petróleo e do GNL que passam pelo Estreito de Ormuz seguindo para lá.
A recuperação levará tempo, e as consequências da guerra no Irã serão duradouras. De acordo com Kilian, “parte dos danos às instalações de GNL do Catar provavelmente levará anos para ser reparada”.
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