Protestos contra Trump: Uma Onda de Resistência nos Estados Unidos
Os Estados Unidos estão vivendo um momento de grande mobilização social, com protestos contra as políticas do presidente Donald Trump ocorrendo em várias cidades do país. A iniciativa “No Kings” (Sem Reis) busca chamar a atenção para a guinada autoritária do governo e já conta com a adesão de milhares de pessoas.
Os organizadores estimam que até 9 milhões de pessoas possam participar dos protestos, que estão sendo realizados simultaneamente em 3.100 locais diferentes. O Estado de Minnesota é um dos centros das atenções, devido às ações agressivas de fiscalização da imigração promovidas pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE).
Além dos protestos nos Estados Unidos, também houve manifestações em cidades europeias como Londres, Paris, Berlim e Roma. Essa é a terceira vez em menos de um ano que os americanos saem às ruas para protestar contra Donald Trump, com uma pauta de reclamações que inclui a guerra no Irã e a revogação dos direitos dos transgêneros.
Os Protestos em Washington
Em Washington, centenas de manifestantes percorreram as ruas, passando por monumentos históricos como o Lincoln Memorial, carregando cartazes com mensagens como “Abaixe a coroa, palhaço” e “A mudança de regime começa em casa”. Os manifestantes também entoaram cânticos como “Chega de reis”.
Os organizadores dos protestos nos Estados Unidos disseram que esperam que os protestos de sábado sejam maiores do que as duas primeiras rodadas de manifestações do movimento “No Kings”, que atraíram mais de 5 milhões de pessoas em junho e mais de 7 milhões em outubro.
Reações da Casa Branca e do Comitê Nacional Republicano
A Casa Branca desdenhou da mobilização popular, com a porta-voz Abigail Jackson descrevendo as manifestações como produto de “redes de financiamento de esquerda” com pouco apoio público real. O Comitê Nacional Republicano do Congresso (NRCC) também fez críticas contundentes, afirmando que os protestos são “Comícios de Ódio à América” onde as fantasias mais violentas e perturbadas da extrema-esquerda ganham um microfone.
Os organizadores do comício em St. Paul, Minnesota, esperam 100 mil pessoas reunidas nos jardins do Capitólio, onde o evento de junho passado atraiu cerca de 80 mil pessoas. A atração principal da cerimônia é Bruce Springsteen, que cantará a música “Streets of Minneapolis”, em resposta às mortes de Renee Good e Alex Pretti, e em homenagem aos milhares de moradores de Minnesota que foram às ruas.
- Os protestos contra Trump são uma demonstração da insatisfação popular com as políticas do governo.
- A iniciativa “No Kings” busca chamar a atenção para a guinada autoritária do governo.
- Os organizadores esperam que os protestos sejam maiores do que as duas primeiras rodadas de manifestações do movimento “No Kings”.
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