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Apostas para o Copom ficam mais conservadoras, e Selic a 15% ganha força

Apostas para o Copom ficam mais conservadoras

As apostas do mercado para a decisão do Copom da próxima quarta-feira (18) ficaram mais conservadoras nos últimos dias. A aposta até pouco tempo majoritária, de corte de 0,50 ponto percentual na Selic, perdeu espaço e os investidores passaram a ver uma redução menor, de 0,25 ponto. Além disso, a possibilidade de manutenção dos juros no atual patamar de 15% ao ano passou a ganhar força.

A mudança de humor pode ser explicada por dois fatores principais: o IPCA de fevereiro e a alta do petróleo. O IPCA subiu 0,70% em fevereiro, acima do esperado, enquanto a inflação acumulada em 12 meses caiu de 4,44% para 3,81%. No entanto, a composição do índice veio pior do que o mercado gostaria, com uma média dos cinco núcleos acompanhados pelo banco central subindo 0,62% no mês e ficando em 4,5% em 12 meses.

A alta do petróleo também contribuiu para a mudança de humor, com a commodity subindo devido à piora do conflito no Oriente Médio. Isso mexeu com o debate sobre inflação no Brasil, especialmente às vésperas da reunião do Copom. O UBS BB calculou que a defasagem entre a gasolina doméstica e a paridade internacional girava em torno de 5% antes da escalada da guerra, mas saltou para cerca de 35% após a alta recente.

Expectativas do mercado

As expectativas do mercado para a reunião do Copom variam, com algumas casas financeiras revisando suas projeções de inflação para 2026. O Goldman Sachs, por exemplo, revisou sua projeção de inflação de 4,1% para 4,4% e passou a esperar que o Copom inicie o ciclo de cortes com um movimento de 25 pontos-base, e não mais de 50. Já o BNP Paribas voltou a projetar um corte de 0,25 ponto, depois de ter migrado antes para 0,50 ponto.

Algumas casas, no entanto, ainda esperam uma redução de 0,50 ponto. O JPMorgan, por exemplo, acredita que o Copom deve “olhar além do choque do petróleo” se ele continuar sendo visto como temporário, já que a política monetária trabalha com horizonte mais longo.

  • O IPCA subiu 0,70% em fevereiro, acima do esperado.
  • A inflação acumulada em 12 meses caiu de 4,44% para 3,81%.
  • A alta do petróleo contribuiu para a mudança de humor no mercado.
  • Algumas casas financeiras revisaram suas projeções de inflação para 2026.

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