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Assessor de Trump barrado buscou reunião sobre eleições com Nunes Marques, diz jornal

Assessor de Trump Barrado Buscou Reunião sobre Eleições com Nunes Marques

O conselheiro de Donald Trump para o Brasil, Darren Beattie, solicitou uma reunião com o ministro do STF Kassio Nunes Marques para discutir o processo eleitoral brasileiro, conforme informado pela Folha de S.Paulo. No entanto, o encontro não foi marcado e não deve mais ocorrer devido à proibição de entrada do assessor americano no país, imposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A medida foi adotada com base em reciprocidade diplomática, como retaliação ao cancelamento, pelo governo Trump, dos vistos de ministros do STF e de integrantes do governo brasileiro. Lula afirmou que Beattie não poderá entrar no Brasil enquanto os EUA não regularizarem a situação do visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de sua família.

A viagem de Beattie ao Brasil já havia gerado tensão antes mesmo da informação revelada pela Folha. O ministro Alexandre de Moraes havia autorizado uma visita do assessor a Jair Bolsonaro na Papuda, mas posteriormente revogou a decisão após o Itamaraty informar que o visto de Beattie havia sido concedido exclusivamente para participação no Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos e para reuniões oficiais com representantes do governo brasileiro.

  • A visita a Bolsonaro não constava dos objetivos comunicados pelo governo americano.
  • O chanceler Mauro Vieira afirmou que a visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro.
  • O pedido de visita ao ex-presidente não se enquadrava nos objetivos oficialmente informados pelo Departamento de Estado.

A preocupação no governo Lula não se limita ao caso Darren Beattie, mas ao temor de que a aproximação entre a gestão Donald Trump e o bolsonarismo seja usada para pressionar instituições brasileiras e contaminar a disputa de 2026. A Reuters informou que o Itamaraty classificou a tentativa de visita de Beattie a Jair Bolsonaro, em ano eleitoral, como possível “interferência” em assuntos internos do país.

Integrantes da cúpula do PT teriam passado a ver iniciativas apoiadas por aliados de Trump, como a ofensiva americana para enquadrar facções brasileiras como organizações terroristas, como um primeiro movimento de influência sobre o debate eleitoral no Brasil.

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