Entendendo a Broncopneumonia Bacteriana Bilateral
A broncopneumonia bacteriana bilateral é uma condição médica grave que afeta ambos os pulmões, causada por infecções bacterianas. Recentemente, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi diagnosticado com essa condição, após apresentar sintomas como febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
De acordo com a pneumologista Fernanda Bacceli, a broncopneumonia bacteriana bilateral é um tipo de pneumonia de origem bacteriana que afeta múltiplos pontos do pulmão, incluindo vias aéreas menores como bronquíolos e alvéolos. O presidente da Sociedade Paulista de Infectologia (SPI), Paulo Abrão, explica que quando o quadro é bilateral, significa que ambos os pulmões estão comprometidos, o que pode dificultar as trocas gasosas e aumentar o risco de complicações.
Grupo de Risco
Os idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e problemas cardíacos ou pulmonares, fazem parte do grupo de risco para desenvolver a broncopneumonia bacteriana bilateral. Além disso, pacientes com câncer, pessoas que usam medicamentos imunossupressores e quem teve internações recentes também têm maior chance de desenvolver a doença.
- Idosos: devido ao sistema imunológico menos eficiente e presença de outras doenças associadas.
- Crianças pequenas: devido ao sistema imunológico imaturo.
- Pessoas com doenças crônicas: como diabetes e problemas cardíacos ou pulmonares.
Causa e Prevenção
A causa da broncopneumonia bacteriana bilateral está ligada a infecções bacterianas, principalmente por micro-organismos como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Staphylococcus aureus. A prevenção ocorre principalmente por meio da vacinação, especialmente em pacientes com mais idade.
Os sintomas incluem febre, tosse com secreção, falta de ar, dor no peito ao respirar, cansaço intenso e mal-estar geral. Em idosos, pode ocorrer apenas confusão mental, sonolência, queda do estado geral ou piora de doenças já existentes.
Tratamento
O tratamento é feito com antibióticos, e a escolha do medicamento depende de fatores como a gravidade do quadro, a idade do paciente, a presença de doenças associadas e o local onde a infecção foi adquirida. Além do antibiótico, o tratamento inclui hidratação, controle da febre, suporte respiratório quando necessário e acompanhamento clínico próximo.
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